Apesar da última quinta-feira (1º) ter sido positiva para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), por terem conseguido aprovar na Câmara dos Deputados a proposta sobre um reajuste salarial, esta semana não trouxe boas notícias. O #Governo voltou atrás e decidiu não apoiar o reajuste, se posicionando contra a proposta de aumento, no entanto, segue apoiando a proposta de aumento do Judiciário.

O Secretário de Governo, Ministro Geddel Vieira Lima tratou de esclarecer argumentando que: "Nós esperamos que o STF entenda e compreenda que a situação do país requer esse tipo de sacrifício", afirmou Geddel ao jornal 'Folha de S. Paulo'.

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Quanto ao Judiciário, o ministro declarou à reportagem que o aumento salarial permanece, conforme estabelecido no projeto. Lembrou ainda que o país passa por um período delicado, mas reconhece que os servidores do judiciário foram prejudicados pelo congelamento de seus salários básicos no período de nove anos. Geddel ressaltou que o aumento já estava previsto para o orçamento de 2016, com previsões de 16% a 40%, acrescidos em categorias diferenciadas e aplicados dentro do prazo de cinco anos, o que sugere ficar abaixo da inflação para o período, argumentou o Secretário de Governo. 

O governo também não vai defender a criação de 14 mil cargos, que havia passado "embutida" em um projeto de ajuste salarial de Supervisores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

O presidente #Michel Temer tomou essa atitude por aconselhamento do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, e pelo líder do governo no Senado, Aloysio Nunes.

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Técnicos do governo já haviam apontado que as referidas propostas são inflacionárias e, se fossem aprovadas, elevariam as despesas em aproximadamente 3,3%  no ano, percentual superior ao que foi registrado em 2015, de 1,6%.

'Pauta bomba', é como estão sendo chamados os projetos que seguem ao plenário da Casa para votação, os quais trazem em seu conteúdo situações que podem elevar os gastos do Executivo, comprometendo o orçamento anual, uma vez que já houve a sua aprovação para o ano corrente. Ademais, as propostas que possuem essas características, a exemplo de reajustes salariais, precisam ser submetidas à apreciação do plenário para votação geral das Casas autorizativas. #Crise econômica