Na quarta-feira (15), o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado citou 23 nomes de políticos de sete partidos em seu depoimento aos investigadores da Operação Lava Jato. A lista de Machado caiu como uma bomba em Brasília e provocou o pronunciamento do presidente em exercício #Michel Temer na manhã desta quinta-feira (16).

Acusado de ter pedido R$ 1,5 milhão, dinheiro ilícito que seria pago pela empreiteira Queiroz Galvão, para a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo em 2012, Temer convocou a imprensa para um pronunciamento, no qual chamou a declaração de Machado de "irresponsável, leviana, mentirosa e criminosa".

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O presidente interino, se dizendo indignado, afirmou que não deixará "passar em branco" as acusações.

Os principais partidos do país na lista de Machado

PMDB, PSDB, PT, PP, PC do B, DEM e PSB constam da lista de partidos que teriam se beneficiado de dinheiro advindo de propina da Transpetro.

Entre os políticos citados estão, além de Temer: Renan Calheiros, Edison Lobão, Romero Jucá, José Sarney, e outros 6 peemedebistas, Aécio Neves e Sérgio Guerra do PSDB, outros 5 políticos são do PT, dois do DEM e um de cada dos outros partidos.

De acordo com Sérgio Machado, a maior parte dos incluídos na lista teria recebido propina por meio de doações oficiais para campanhas eleitorais. Porém Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, Edison Lobão e José Sarney teriam recebido também dinheiro em espécie.

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Tanto as doações, quanto o dinheiro, viriam de empresas que faziam contratos com a estatal, o que o delator declarou ser do conhecimento de todos os envolvidos.

Sobre Aécio Neves, Machado disse ter participado de uma "trama" para garantir sua candidatura para a presidência da Câmara dos Deputados. Na ocasião, Aécio era deputado e candidato à reeleição. O esquema teria sido articulado em 1998, para que Aécio assumisse a presidência em 2000. O delator acusa Aécio Neves de ter ficado com 1 milhão de reais, dos sete arrecadados. Aécio chamou as acusações de "falsas e covardes".

O acordo de delação de Sérgio Machado

Com a certeza da condenação, Sergio Machado garantiu a redução de sua pena para 20 anos, dos quais cumpriria apenas três em prisão domiciliar, devido ao acordo de delação premiada. Além disso, já se comprometeu a devolver o que confessou ter recebido em propina enquanto esteve no comando da Transpetro: 75 milhões de reais. Dez milhões devem ser pagos até o final de junho deste ano e o restante até o fim de 2017.

  #Lava Jato