O presidente interino #Michel Temer concedeu uma entrevista exclusiva na noite dessa terça-feira (21) para o jornalista Roberto D Ávila do canal GloboNews. Temer respondeu diversas perguntas, entre elas, disse que daqui para frente, não terá mais baixas em sua equipe de ministros.

Temer deu ênfase em sua afirmação porque já perdeu três de seus ministros em pouco mais de um mês de #Governo, todos denunciados por envolvimento em esquemas de recebimento de propinas feitos pela Operação Lava Jato da Polícia Federal.

O pemedebista também ressaltou na entrevista a importância das investigações da Lava Jato, e disse que jamais irá tentar limitar a atuação dos investigadores e procuradores da Polícia Federal.

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Temer defendeu que as investigações devem seguir com independência das ações e dos poderes, e que a força-tarefa da Lava Jato “exerce seu papel”, apesar das baixas que teve em seu governo.

Em relação a Sérgio Machado, Temer disse que não ‘fala para baixo’

Para Michel Temer, as declarações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, em sua delação premiada, que acusa seu envolvimento no esquema de corrupção, são desqualificadas e não tem nenhum valor.

Temer afirmou que o real desejo de Machado é o de “polarizar” a presidência da república, e que não irá dar esse gosto a ele, pois o que ele realmente deseja é isso, que Temer abra um processo judicial.

“Eu não vou dar esse valor a ele, eu não falo para baixo”.

Em relação às eleições de 2018, Temer descartou candidatura

Como já disse em outras entrevistas, Michel Temer parece não estar disposto a disputar a corrida presidencial em 2018.

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Ele apenas garantiu que aguardará o desfecho do processo de impeachment para tentar implantar no país mudanças conjunturais como, por exemplo, a reforma da previdência.

“Após a decisão do Senado, evidentemente que se abre um campo muito maior para a governabilidade. Acredito que só poderei pleitear uma reforma da previdência se tiver a efetivação no cargo”.

Temer também comentou sobre seu relacionamento com Dilma Rousseff

Michel Temer não se esquivou das perguntas referentes ao seu relacionamento com #Dilma Rousseff. Disse que sempre teve uma relação “respeitosa” e “cerimoniosa” com a ex-presidente.

Perguntado sobre qual o motivo que o fez passar quatro anos como um “vive decorativo”, Temer disse que circunstâncias políticas o levaram a aceitar essa condição.

Sobre a proposta de Dilma de convocar um plebiscito para saber a opinião do povo sobre a presidência, Temer disse que parece que Dilma não quer governar, porque voltar para convocar plebiscito significa que ela não deseja mais governar, senão não faria essa proposta.

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Perguntado sobre a limitação do uso de aviões da FAB, Temer disse que não faz sentido uma presidente que não está em exercício fazer uso de aviões para fazer campanha contra aquilo que eles acreditam ser um “golpe”, e que esse motivo parece um tanto quanto esdrúxulo.

“Ela já tem o Palácio da Alvorada, a Granja do Torto, tem aviões para se locomover para o seu estado. Ela não está no exercício da Presidência, portanto, não tem atividade de natureza governamental”.

Bolsa Família não acabará, mas será inspecionado

Sobre a concessão do Bolsa Família, Temer disse que de forma alguma irá acabar com a concessão do benefício, mas que irá fazer uma inspeção para verificar as condições das famílias que recebem o benefício.

Disse que irá fazer uma verificação se as crianças estão matriculadas na escolas e se as famílias estão cumprindo todos os requisitos do programa.

"Só tem sentido dar dinheiro para uma família se ela estiver cumprindo os requisitos”.