Preocupado em melhorar seus índices de popularidade, o presidente interino #Michel Temer lançará, em agosto, mais um programa social para os brasileiros de baixa renda. Ainda com o nome provisório de cheque-reforma, o programa é uma espécie de bolsa-família voltado para a reforma e construção de casas. O formato do programa ainda está sendo discutido no Ministério das Cidades, mas já é alvo de polêmicas. Alguns apoiadores do governo interino não estão satisfeitos em ver o PMDB implementar políticas de transferência de renda similares às políticas implementadas pelo Partido dos Trabalhadores quando estava no poder. 

Um grupo de apoiadores insatisfeitos com os rumos do novo governo utilizou o site do jornal Folha de São Paulo para extravasar sua fúria.

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Em mensagens enviadas ao jornal, a manifestante R.B.G., que prefere não se identificar, afirmou que "a ação populista é igual a da sua colega de chapa. Acho muito engraçado dizer que o governo vai 100% subsidiar isso ou aquilo, ou seja, fundo perdido. O governo não produz nada portanto somos nós que bancaremos tudo isso. Vai gerar que empregos com estas reformas? Só gerará lucro para as lojas de materiais de construção. Já estou cansada de bancar os outros e sempre acabar no prejuízo. Chega!", desabafou.

Já a professora Maria Telvira acredita que Michel Temer está tentando criar uma "cortina de fumaça" para tirar a atenção dos principais problemas de sua gestão. "Uma esmolinha aqui, outra acolá. Um discurso cotista aqui,outro acolá. A quem esse governo engana? O programa em curso é o da dilapidação do patrimônio brasileiro.

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Governa para a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O resto é retórica, simulacro", dispara.

De acordo com o Ministério das Cidades, o cheque-reforma visa gerar emprego e melhorar a qualidade de vida da população de baixa renda. Por meio dele, famílias com renda inferior a três salários mínimos receberão entre três mil e cinco mil reais para a compra de material de construção. Esse material poderá ser usado na reforma e construção de casas. Uma das ideias sendo discutidas pelo governo é que não haja a transferência direta de dinheiro, e sim que as casas de material de construção ganhem créditos ao vender produtos aos beneficiários do programa. Estes créditos seriam convertidos em descontos nos impostos devidos pela empresa. O governo estima que a ação beneficiará cerca de um milhão de famílias. #PT #Bolsa Familia