A sede da Presidência da República em São Paulo, na avenida Paulista, foi ocupada na tarde de hoje (1º) por militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O grupo tomou o hall de entrada do prédio em protesto contra a suspensão de contratos do programa "Minha Casa, Minha vida", medida anunciada pelo governo do presidente interino Michel Temer (PMDB).

No último dia 17 de maio, o Ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB) revogou a portaria que habilitava a contratação de unidades habitacionais do programa para famílias com renda de até R$ 1.800,00 mensais. Cerca de 11 mil famílias seriam beneficiadas. Segundo o ministério, a decisão foi tomada porque os contratos foram assinados e publicados nos últimos dias do governo de Dilma Rousseff e sem os recursos necessários.

Publicidade
Publicidade

A #Manifestação começou por volta das 14 horas no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Os manifestantes informaram que não sairão do escritório da presidência até que os contratos de moradia sejam retomados. Questionados, eles afirmaram que, a exemplo dos manifestantes pró-#Impeachment, acampados há alguns meses na sede da FIESP, também na avenida Paulista, a ocupação também é legítima e que não haveria motivos para a PM retirá-los à força.

Perto das 16h30min houve confronto entre militantes e a PM que soltou bombas de efeito moral e gás de pimenta. De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, a confusão começou depois que um manifestante teria soltado um rojão (diversos fogos de artifício). Cinco pessoas foram detidas e a tropa de choque também foi acionada.

Novo presidente da Caixa Econômica

Pela manhã, em cerimônia no Palácio do Planalto, foi apresentado o novo presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi.

Publicidade

Ele afirmou que quer continuar com as obras do Programa 'Minha Casa, Minha Vida', mas que não há verbas. Segundo ele, a retomada das obras será debatida na próxima semana, em reunião com os ministérios do Planejamento e das Cidades

Avenida Paulista tomada por manifestações

Paralela à manifestação do MTST, a avenida Paulista também foi tomada, nesta quarta-feira (1º), por movimentos sociais que condenam a violência contra a mulher e a cultura do estupro. O ato chamado “Por Todas Elas” foi motivado pelo estupro coletivo de uma jovem de 16 anos, no dia 21 de maio, na zona Oeste do Rio de Janeiro. O caso está sendo investigado pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), do Rio. #Dentro da política