Encontram-se nas mãos do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e também relator da Operação #Lava Jato, Teori Zavascki, os pedidos para a prisão dos integrantes da cúpula do PMDB, Renan Calheiros (#PMDB-AL), presidente do Senado Federal, José Sarney, ex-presidente da República (vinculado ao PMDB) e Romero Jucá, ex-ministro do Planejamento do Governo Temer.

A petição foi protocolada no STF na semana passada e permanece com o relator da operação. Os pedidos de prisão são resultado da divulgação de áudios com conversas comprometedoras, envolvendo integrantes do maior partido político, vinculado ao Governo Federal. Os áudios foram gravados pelo ex-presidente da Transpetro/Petrobras, Sérgio Machado, e neles há a sugestão de tentativa de interrupção das investigações da Lava Jato, que apura o maior esquema de corrupção de todos os tempos no país.

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As gravações foram fruto da colaboração espontânea de Machado, que também está envolvido nos desvios (propinas) ocorridos dentro da Petrobras. Na expectativa de aliviar a sua conduta, o ex-presidente da Transpetro sugeriu aos investigadores da força-tarefa do Ministério Público, a possibilidade de delatar os envolvidos e colher provas necessárias das articulações dos peemedebistas.

Segundo reportagens do jornal "O Globo", as informações referentes ao pedido de prisão dos integrantes do PMDB foram obtidas por meio de um interlocutor do STF, que ainda acrescentou que, além da detenção, o PGR também solicitou o afastamento de Renan Calheiros, do cargo de presidente do Senado Federal, utilizando os mesmos argumentos do afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), da presidência da Câmara dos Deputados.

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Por fim, horas após o tumulto da divulgação do pedido de prisão dos caciques do PMDB, foi noticiado que Janot havia pedido também a prisão de Eduardo Cunha, que conforme mencionado, estava afastado da presidência da Câmara dos Deputados. Cunha já foi acusado de tentar atrapalhar a Lava Jato e responde por inquéritos e processos pelos crimes de lavagem de dinheiro e #Corrupção. Desta vez, ele é suspeito de efetivar manobras na tentativa de atrapalhar o trâmite do andamento do seu próprio processo de cassação de mandato no Conselho de Ética, que ocorre na própria Câmara dos Deputados.