O processo de #Impeachment da presidente afastada #Dilma Rousseff, atravessa uma fase decisiva no Senado Federal. São necessários, no mínimo, 54 votos a favor do impedimento definitivo para que Dilma perca todos os seus direitos políticos. O Brasil segue, por ora, sendo administrado pelo governo interino do presidente em exercício, Michel Temer. Durante a votação do processo, provavelmente para o mês de agosto, a Casa Legislativa  terá no comando de votação, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.

O vice-presidente do Senado Federal, Jorge Viana, do Acre, poderá ter um papel fundamental no processo de impeachment da presidente afastada, se a mais alta Corte do país, aceitar o pedido de prisão, ou mesmo, o afastamento do comando do Congresso Nacional, do senador alagoano Renan Calheiros, que preside atualmente a Casa.

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A recomendação para afastamento e prisão de Calheiros, partiu do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que encaminhou um parecer ao STF.

Viana é senador petista e ferrenho aliado de Dilma Rousseff. O receio é que ele, estando na presidência do Senado, poderia influenciar de modo substancial, o processo de impeachment, e consequentemente, favorecer a presidente afastada, para que tenha condições de voltar ao cargo.

Áudios reveladores

O senador Viana foi pego em gravações reveladoras, com o intuito de abafar, ou mesmo, implodir a Operação #Lava Jato, da Polícia Federal. As conversas gravadas, sem o consentimento do próprio senador, denotam a estratégia de minar as investigações. Em um áudio captado, de aproximadamente três minutos, Viana, ao conversar com o advogado do ex-presidente Lula, tenta transformar a investigação, comandada pelo juiz Sérgio Moro, em um confronto político: "o presidente Lula precisa transformar esse confronto numa ação política", disse.

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Ainda, segundo o senador acreano, o PT "teria que virar o país de cabeça para baixo". A tentativa, através do diálogo com o advogado Teixeira, esclarece ainda que o senador queria também "desmoralizar" o juiz Sérgio Moro, sugerindo o embate entre o juiz e o ex-presidente Lula: "O Lula precisa dizer que ele (Moro) está agindo fora da lei, chamar de bandido. Venha me prender", propôs ao advogado. Jorge Viana é irmão do governador petista do Acre, Tião Viana.