Vinícius Veiga Borin confirmou a existência de um departamento de propina dentro da Odebrecht. E mais, o consultor revelou que empreiteira teria comprado um banco no exterior em 2010, para facilitar os repasses ilegais. E que apenas nesta instituição, os valores movimentados alcançaram US$1.6 bilhões, o equivalente hoje a mais de R$5 bilhões.

Segundo o delator, mais de 40 contas foram abertas para dificultar o rastreamento do dinheiro e depois todas foram fechadas, porque os nomes das offshores começaram aparecer na investigação da #Lava Jato. A ordem para que isso acontecesse teria vindo da administração da Odebrecht, mas Vinícius não sabe de quem.

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Ele disse ainda que executivos da empreiteira chegaram a planejar a compra de um banco em um paraíso fiscal e fechá-lo em seguida para destruir as documentações.

O trabalho dos investigadores agora é descobrir quem foram os beneficiários dos repasses feitos pela Odebrecht no exterior. Um deles, é o marqueteiro do PT (Partido dos Trabalhadores), João Santana, que teria recebido o equivalente a R$55 milhões. O valor é quase o triplo do que autoridades suíças já rastrearam na conta do marqueteiro, que está preso em Curitiba.

João Santana foi responsável pelas campanhas de Dilma Rousseff e Lula - o ex-presidente também está na mira da Lava Jato.

Sítio e tríplex no Guarujá

Segundo a revista Istoé, avançam as negociações da delação premiada de um dos sócios da construtora OAS, que compromete Lula.

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A reportagem diz que em relato preliminar, Léo Pinheiro afirmou que em troca das obras no sítio e no tríplex no Guarujá, Lula se ofereceu para praticar tráfico de influência no exterior, em favor da OAS e que as negociações ocorreram quando ele ainda era presidente da República, em 2010. A publicação ressalta que o empresário garantiu aos procuradores a comprovação, de que tanto o sítio como o tríplex pertencem mesmo ao petista.

Se Léo Pinheiro tiver documentos que confirmem o que pretende contar à Justiça, o ex-presidente Lula pode responder pelos crimes de ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

Nesta segunda-feira, uma delatora da Lava Jato deixou a cadeia em Curitiba, depois de cumprir pena de mais de 2 anos em regime fechado. A doleira Nelma Kodama colocou uma tornozeleira eletrônica, para cumprir prisão domiciliar.

Nelma foi condenada a 18 anos, por atuar nos desvios da Petrobras junto com o doleiro Alberto  Youssef, com quem chegou a ter um relacionamento amoroso. A partir disso ficou famosa quando "cantou" na CPI da Petrobras #Governo #Corrupção