Desde o dia 12 de maio, quando #Michel Temer assumiu como presidente interino, o novo #Governo tem sido protagonista de inúmeras polêmicas.

Antes mesmo dos áudios do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado serem divulgados pelo jornal Folha de S. Paulo no final de maio, e que levaram ao afastamento de dois ministros do governo provisório - Romero Jucá, do Planejamento, e Fabiano Silveira, da Transparência - uma das primeiras medidas adotadas causou tanto alvoroço que repercute até hoje nos corredores do Congresso e nas redes sociais: a escolha duvidosa de alguns ministros para compor a equipe enxuta que Temer escolheu para governar o país por até 180 dias.

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Um deles é Ricardo Barros, escolhido para chefiar o ministério da Saúde - a pasta com maior orçamento da União. Mas você sabe quem é ele? Uma rápida pesquisa na internet basta para saber, pelo menos um pouco, o que pensa e o que já fez o novo ministro da Saúde. Veja abaixo:

Raio-X

Engenheiro civil, graduado pela Universidade Estadual de Maringá (PR), é membro do Partido Progressista (PP).

Já foi prefeito de Maringá (PR), pelo PFL, entre 1989 e 1993, e eleito deputado federal quatro vezes. Em Brasília, foi líder dos governos FHC e Lula no Congresso Nacional e vice-líder de governo na Câmara dos Deputados. Foi, também, secretário da Indústria e Comércio do Paraná.

Sem experiência na área da saúde, Barros enviou alguns importantes projetos de lei para o plenário da Câmara.

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Confira alguns:

  • PL 7994/2010: pune estudantes que desrespeitam professores e funcionários ou que violem normas de comportamento nas escolas.
  • PL 7911/2010: aumenta a pena de pessoas que utilizem menores de idade para praticar crimes.
  • PL 7968/2010: permite que estudantes maiores de 14 anos possam fazer estágios.

Ricardo Barros também foi relator do Orçamento de 2016. Chegou a propor um corte de R$10 bilhões no Bolsa Família, mas o relatório final do orçamento foi aprovado pelo governo Dilma sem esse corte.

Alvo de investigações

Barros é alvo de pelo menos uma acusação grave. Gravações feitas em 2011 pelo Ministério Público Estadual do Paraná flagraram o atual ministro da Saúde promovendo um acordo milionário (R$7,5 milhões) entre duas empresas que disputavam um processo de licitação. Ele nega as acusações e, no ano passado, entrou com recurso no STF solicitando o arquivamento do inquérito. Seu pedido, porém, foi indeferido pelo ministro Luiz Fux, que alegou haver, sim, indícios de que Barros cometeu irregularidades.

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Ele também aparece na superplanilha da Odebrecht, que foi divulgada pela imprensa em março deste ano com referência a 279 nomes, entre eles muitos políticos e membros de alto escalão de diversos partidos. Ainda não se sabe se a citação ao nome de Ricardo Barros indica nova irregularidade cometida por ele.

Votações importantes

Antes de assumir o ministério da Saúde, Ricardo Barros cumpria seu mandato na Câmara dos Deputados. Em março, ele votou contra a abertura do processo de cassação do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. A maioria, porém, foi favorável à instauração do inquérito e, hoje, o processo no Conselho de Ética está caminhando para uma provável cassação do deputado.

À época da votação em que Barros votou favoravelmente à Cunha, este já era alvo de investigações da Lava Jato. Dias antes, inclusive, Eduardo Cunha se tornou réu no Superior Tribunal Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Já no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Ricardo Barros votou a favor.

Confira aqui a segunda parte da reportagem sobre o novo ministro da saúde, Ricardo Barros