Apesar de estar afastado da Câmara dos Deputados por decisão do Superior Tribunal Federal, Eduardo Cunha continua com poder entre os parlamentares. Prova disso é a dificuldade em concluir a votação do relatório que pede a sua cassação no Conselho de Ética da Câmara. A decisão, que deveria ocorrer na terça-feira (7) foi adiada para esta quarta-feira (8) por conta da ausência da deputada Tia Eron (PRB-BA), que pode ser o voto decisivo em contra Cunha.

No entanto, ao perceber a manobra promovida pelos aliados do ex-presidente da Câmara para que o relatório da cassação não fosse aprovado, o presidente do Conselho, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), optou por cancelar a reunião desta quarta-feira (8).

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A intenção do adiamento seria aproveitar um tempo maior para que a imprensa e os eleitores da deputada Tia Eron a pressionem para que vote pela aprovação do relatório.

Nos bastidores alguns afirmam que há um conluio entre Michel Temer e o partido de Tia Eron para salvar Cunha da cassação. Um indicativo dessa medida teria sido a reunião entre Temer e o ministro da Indústria e Comércio, Marcos Pereira, do PRB. As assessorias da Presidência e do ministro negam que o encontro tenha sido motivado pelo voto da deputada.

A data mais provável para a próxima sessão da Comissão de Ética que decidirá o futuro de Cunha é na terça-feira que vem, dia 14. #Eduardo Cunha #Congresso Nacional