Com a iminente cassação, ou renúncia da presidência da Câmara, de #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o mandato tampão até o dia 2 de fevereiro do próximo ano aguça o imaginário de muitos deputados. Caso se confirme mesmo a saída de Cunha, a nova eleição seria feita cinco dias depois.

Com a vaga de presidente aberta até o fim do atual mandato, qualquer deputado pode concorrer, e alguns deles já tomaram a dianteira e pedem voto as claras no dia a dia da Câmara, são eles: Beto Mansur (PRB-SP), Rogério Rosso (PSD-DF), Heráclito Fortes (PSB-PI), Carlos Manato (SD-ES), Fernando Giacobo (PR-PR), Julio Delgado (PSB-MG), Milton Monti (PR-SP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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Alguns desses nomes já são velhos conhecidos entre os deputados e do grande público. Beto Mansur, 1º vice-presidente, por exemplo, já foi acusado de se utilizar de trabalho escravo em sua fazenda, onde o Ministério do Trabalho encontrou 22 pessoas em regime análogo ao de escravidão. Ele também é acusado de pagar mais de R$ 100 mil a um escritório de advocacia para copiar pareceres da internet.

Rogério Rosso é visto com bons olhos pelo Centrão da Câmara e até pelo Planalto. Aliado de Cunha, o deputado é o líder da bancada do PSD e foi o presidente da Comissão Especial do Impeachment na Casa. 

Fernando Giacobo é outro integrante na mesa diretora, 2º vice-presidente da Câmara, que já se envolveu com escândalos policiais. Em 2009, o deputado foi investigado por sequestro e cárcere privado, porém, pouco depois da abertura das investigações, o autor da denúncia resolveu retirar a acusação.

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Júlio Delgado talvez seja o rival mais ferrenho de Eduardo Cunha. O deputado do PSB disputou com o peemedebista a presidência da Câmara no ano passado, mas foi derrotado, e desde então faz oposição frontal a todas as propostas de Eduardo Cunha. Ele foi acusado de receber dinheiro da construtora UTC durante as investigações da Lava Jato, mas a PGR pediu o arquivamento do inquérito contra ele. 

Heráclito Forte é figurinha repetida na Câmara, um dos deputados mais antigos, eleito pela primeira vez para a Casa em 1982, Fortes já foi condenado pelo STF por "promoção pessoal com verba pública".

Carlos Manato é o corregedor da Câmara, e acostumado a julgar os outros deputados, porém, recebeu financiamento de empreiteiras ligadas a Lava Jato.

Milton Monti ainda está iniciando o processo de pedir votos, segundo informa o Congresso em Foco. O portal disse que Monti começou a pedir votos aos outros parlamentares apenas na última segunda-feira (5).

Rodrigo Maia desejava ser o líder o governo Temer na Câmara, mas como teve essa perspectiva frustrada, imagina que sentar na cadeira de presidente, mesmo que de forma temporária, pode lhe fazer muito bem.  #Câmara dos Deputados #Dentro da política