O advogado do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, Cristiano Zanin, concedeu uma entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, nessa terça-feira (22), e polemizou ao criticar ferrenhamente o juiz federal de Curitiba, responsável pelo comando da Operação #Lava Jato, Sérgio Moro. Para Zanin, Sérgio Moro é um “juiz acusador” que segundo ele, perdeu a parcialidade para julgar os inquéritos que pesam contra o ex-presidente petista. Zanin declarou que Sérgio Moro, até o momento, já determinou um número excessivo de medidas contra Lula, e que é perceptível nas apurações, “um juízo de valor”. O advogado também afirmou que, a princípio, qualquer pendência judicial que pese contra Lula, deve ser levada a um juiz de primeira instância, mas não necessariamente ao juiz Sérgio Moro.

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“Não reconhecemos a competência de Moro, seja porque os assuntos que foram levados a ele sobre Lula, não têm nenhuma relação com Curitiba”.

O advogado também citou um ofício, o qual considerou inconstitucional, feito no dia 29 de março. Neste ofício, o advogado acusa Moro de fazer 12 acusações contra Lula e os envolvidos nas escutas telefônicas.

“Quando um juiz faz uma acusação, ele sai da figura de juiz imparcial e passa a ser um juiz acusador, figura incompatível com as garantias constitucionais”.

Supremo Tribunal Federal e primeira instância

Para o advogado de Lula, não é possível que uma pessoa seja julgada sobre o mesmo assunto em dois tribunais, como está acontecendo com Lula, que foi denunciado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal.

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E também em um tribunal de primeira instância em Curitiba, com Sérgio Moro. O advogado garantiu que as investigações que tramitam nos dois tribunais são pautadas nos mesmos atos, pois o advogado entende que, quando foi feito o pedido pelo Procurador Geral, ao STF, para que Lula fosse incluído no “inquérito-mãe da Lava Jato” (inquérito que investiga corrupção no sistema político brasileiro) ele incluiu todos os inquéritos que versam contra o petista, incluindo a investigação do sítio em Atibaia e a compra do apartamento tríplex no Guarujá. Na opinião do advogado, apenas a indicação ao STF já basta e abrange todos os inquéritos. #Justiça