O ex-presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, após todo o ressentimento, inclusive com lágrimas nos olhos, quanto à sua renúncia à presidência da Casa, não pretende "entregar os pontos" de uma vez. O parlamentar fluminense, que embora tenha perdido o comando da Câmara, corre sério risco de também perder o seu mandato como deputado federal, já que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), pretende levar adiante o processo de cassação de Cunha, o mais rápido possível.

Na última quinta-feira (07), Eduardo Cunha fez um pronunciamento carregado de emoção em uma coletiva de imprensa, divulgada em todo o País.

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Cunha caiu em lágrimas, principalmente quando se referiu à perseguição, segundo ele, à esposa e à filha mais velha. Ambas também sofrem um processo de investigação da Polícia Federal, por prática de crimes de #Corrupção.

'Vingança' de Cunha

O deputado federal fluminense, afastado de suas prerrogativas de parlamentar, se utiliza de grupos de conversa de seu partido político por meio de uma rede social, o whataspp, para realizar movimentos que visam influenciar a eleição de seu sucessor no comando da Câmara dos Deputados. Dentre as recomendações do parlamentar afastado, constam alertas aos deputados do PMDB, de que a Câmara, sob presidência de Waldir Maranhão(PP-MA), pode alavancar um processo de impeachment contra o presidente em exercício, Michel Temer. Cunha também traça cenários para a próxima presidência da Câmara, recomendando que seja algum parlamentar do chamado "centrão", um grupo de políticos pelos quais ele ainda demonstra possuir algum tipo de influência.

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Eduardo Cunha ressalta que o PMDB, atualmente, possui a presidência do País e do Senado Federal, e que devido a isso, torna-se extremamente difícil que um candidato do seu partido ao comando da Câmara, possa ser bem sucedido na eleição. Ele orientou os deputados do PMDB no grupo de conversas, de que o risco de "golpe" patrocinado por Waldir Maranhão é iminente, já que o deputado maranhense trabalha, segundo Cunha, para dificultar o governo interino de Temer. Uma solução para este impasse, seria a realização da votação para presidência da Câmara Federal, ocorrer já para o início da próxima semana e dessa forma, diminuir riscos contra o governo Michel Temer. #Petrolão