A política percorre o sangue das veias do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), 46 anos, eleito nesta semana o novo presidente da #Câmara dos Deputados. Filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, que comandou a capital fluminense por três mandatos, Rodrigo desde adolescente esteve acompanhando o pai nos corredores do poder e fez questão de lembrar desse passado no seu primeiro discurso como vencedor do pleito na Câmara.

Cesar Maia, em 1988, foi um dos deputados constituintes que estabeleceram e regimentaram a Constituição da República. Quando subiu no plenário para pedir votos aos seus pares, Rodrigo Maia lembrou o conselho do pai, quando, ele, ainda adolescente, o acompanhava nas sessões daquele ano: “Senta lá atrás, ouve tudo e fica aprendendo”.

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E lá ia o jovem Rodrigo procurar uma cadeira no fundo do plenário para ouvir políticos como Francisco Dornelles, José Serra e José Genuíno – todos eles citados nominalmente pelo novo presidente da Casa.

Nascido na época do exílio, em 1970, no Chile, Rodrigo cresceu, formou-se no curso de Economia e ingressou na vida pública do estado do Rio de Janeiro como secretário do governo municipal do Rio de Janeiro em 1996. Nos dois anos seguintes, exerceu a mesma função no governo estadual carioca. Em 1998, elegeu-se pela primeira vez deputado federal pelo Rio de Janeiro, quando somou 96.385 votos. Ele se reelegeu deputado por mais quatro vezes.

Em 2012, no entanto, Rodrigo Maia enfrentou o seu primeiro grande revés político. Ele topou o desafio de se candidatar à prefeitura do Rio de Janeiro e teve como vice Clarissa Garotinho, filha de Anthony e Rosinha Garotinho, tradicionais políticos cariocas.

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Mas a união das famílias Maia e Garotinho não deu certo e o atual prefeito Eduardo Paes foi reeleito sem maiores dificuldades.

Rodrigo tem quatro filhos e é casado com Patrícia Vasconcellos, enteada de Moreira Franco, ex-governador do Rio de Janeiro e ministro de Assuntos Estratégicos do governo interino de Michel Temer. Maia foi vinculado ao PTB e posteriormente ao PFL, e ajudou a criar o Democratas (DEM), em 2007, quando exerceu o cargo de presidente nacional do partido.

“Oferecerei a esta Casa a total amplitude da experiência que acumulei ao longo de 20 anos aqui dentro e toda a correção pela qual fiz questão de deixar presente em toda a minha vida pública”, garantiu Rodrigo Maia logo após vencer por 285 votos a 170 o parlamentar Rogério Rosso (PSD-DF), no segundo turno da eleição presidencial para a Câmara.

No que diz respeito ao seu histórico na Casa, o novo presidente votou, por exemplo, pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff em abril, quando a matéria foi para a apreciação do plenário da Câmara – naquele momento ainda presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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Além disso, Maia também votou de forma favorável à PEC (emenda à Constituição) que determinava a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em se tratando de crimes considerados graves.

Na presidência da Câmara, Rodrigo Maia ocupará um chamado “mandato-tampão”, já que ele substitui o ex-presidente Eduardo Cunha, que renunciou ao cargo mesmo tendo mandato em vigência até fevereiro de 2017. Nesta data, novas eleições para a presidência da Casa serão realizadas. #Congresso Nacional