A Polícia Federal localizou uma mensagem que estava no celular do sócio da empreiteira OAS, o empresário Léo Pinheiro. A mensagem enfatizava que a empreiteira realizou uma obra com a ajuda do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, chamado de "Brahma", de acordo com as descobertas da Operação Lava Jato. A obra, localizada na Guiné Equatorial, vale cerca de R$ 1 bilhão. Bancada pelo governo federal, a obra tem 51 quilômetros e liga A capital Guiné Equatorial, Malabo, com a cidade de Luba. No contrato, a obra valeria cerca de US$ 320 milhões. 

A mensagem foi enviada pelo diretor de Relações Internacionais da OAS para Pinheiro, pedindo que #Dilma Rousseff colocasse a pedra fundamental da estrada.

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Dilma havia perdoado uma dívida do país africano no valor de R$ 27 milhões. A Guiné Equatorial é governada pelo ditador Teodoro Obiang, que está no poder há 36 anos e que se tornou aliado do ex-presidente Lula, quando Lula decidiu que o Brasil deveria ter uma presença marcante na África. O ditador se salvou de um pedido de extradição solicitado pela França. Graças aos executivos da OAS, ele veio para o Rio de Janeiro passar o carnaval. 

Lula é investigado pelo Ministério Público Federal sobre o suposto lobby que teria feito para empreiteiras africanas. Essa investigação é paralela à operação Lava Jato, cujo comando é do juiz federal Sérgio Moro.

Lula também é investigado por receber recursos da OAS para a reforma de um sítio em Atibaia, São Paulo, e um apartamento no litoral paulista, na cidade de Guarujá.

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Em troca, Lula conseguiria obras para a empreiteira no Brasil e também no exterior. A OAS também fez a manutenção de um acervo que seria do ex-presidente, entre 2011 e 2013, no valor de R$ 1,3 milhão. 

Em resposta, o Instituto Lula negou que o ex-presidente recebia recursos ilícitos da empreiteira e avalia que o lobby para empresas brasileiras no exterior é uma particularidade de quem é presidente da República. Sobre as mensagens de Léo Pinheiro, o Instituto afirmou: "não comentamos vazamentos ilegais de mensagens de autoria de outras pessoas". #Corrupção