Nesse sábado, o governo turco afirmou que a tentativa de golpe militar iniciada na última sexta-feira (15 de julho) foi completamente controlada. A manobra fracassada teve início por causa de uma minoria dentro das forças militares que se opõe ao #Governo do atual presidente Recep Tayyp Erdogan, eleito desde 2014 pelo Partido da Justiça e Desenvolvimento. O político estava de férias num balneário da Turquia quando soube das ações militares e tomou um avião para Istambul imediatamente.

O esforço do exército para obter o poder envolveu a aplicação de um toque de recolher e lei marcial além de sitiar as ruas com soldados e tanques.

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Além disso, pontos estratégicos em Istambul e Ancara foram totalmente tomados. A primeira manifestação de Edorgan foi comunicar-se com seu povo através do Face-time, as comunicações, inclusive redes sociais, foram tiradas do ar momentaneamente. Ele disse que estaria ao lado da população e os conclamou para irem às ruas. Apesar de o governo turco responsabilizar grupos de dentro do exército que seguem as ideias de pensador religioso Fethullah Gulen, atualmente em exílio autoimposto nos EUA, o grupo de Gullen declarou que reprova qualquer forma de intervenção militar no processo democrático turco.

Segundo os próprios militares rebeldes, eles agiram porque acreditam que o governo de Edorgan representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos na Turquia. Vale lembrar que o político venceu as últimas eleições sem haver necessidade de um segundo turno.

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Outro fato que descredita, ainda mais, as supostas motivações dos militares é a declaração do partido de oposição a Edorgan, Partido Republicano do Povo, que reprovou a investida militar e disse apoiar a atual presidência.

Os confrontos deixaram 265 mortos e 1440 feridos – embora o exército conte 194 óbitos. As consequências do acontecimento para as Forças Armadas é que várias pessoas, de todas as patentes, vêm sendo punidas. Edorgan afirma que a pena de morte pode ser considerada para alguns militares rebeldes, mesmo que ela não esteja vigente na atual constituição do país. O presidente ainda classificou o episódio como uma mancha negra na democracia turca. #Crise-de-governo