A Justiça Federal decidiu pela anulação do benefício de prisão domiciliar concedido ao bicheiro Carlos Augusto Ramos, o "Carlinhos Cachoeira", a Fernando Cavendish, dono da Construtora Delta e também a outros três empresários que foram detidos na Operação Saqueador, deflagrada na última quinta-feira (30) e que investiga suposto esquema de desvios e lavagem de dinheiro, envolvendo verbas públicas federais, na ordem de R$ 370 milhões em contratos de obras públicas.

A deliberação que invalidou a prisão domiciliar concedida por Ivan Athié, desembargador federal, partiu do também desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que também é presidente da 1ª Turma Especializada do TRF2, Paulo Espírito Santo.

Publicidade
Publicidade

Em sua justificativa para o cancelamento de uma decisão que fora tomada anteriormente pelo próprio Tribunal Regional Federal, o desembargador afirmou que a reclusão dos indiciados se faz necessária porque o inquérito contém provas explícitas contra os acusados que, segundo Santo, poderiam voltar a praticar atos ilícitos que comprometeriam a continuidade das investigações, caso permanecessem em prisão domiciliar, além de criarem, à luz da sociedade, a sensação de impunidade, colocando em questão a seriedade e o compromisso do Poder Judiciário contra os desmandos cometidos por operadores de esquemas de #Corrupção.

A Operação Saqueador tem como responsável o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro, e que também investiga ilícitos na Eletronuclear, outro dos tantos desdobramentos da Lava Jato.

Publicidade

Investigadores da Lava Jato auxiliam na apuração de indícios, suspeitas e provas na Saqueador já que o esquema também foi usado para lavagem e desvio de dinheiro público.

Com o revés na decisão, os presos vão continuar no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona Oeste do Rio de Janeiro. Depois da concessão do benefício da prisão domiciliar, os acusados aguardavam a disponibilidade de tornozeleiras eletrônicas para seguirem para suas residências.

Os advogados de Cavendish e de Cachoeira informaram que recorrerão ao Supremo Tribunal Federal (SFT) com um novo pedido de prisão domiciliar. #Casos de polícia #Crise-de-governo