O presidente interino #Michel Temer (PMDB-SP), em pleno exercício do mandato, revelou não ter receio das investigações da Lava Jato, operação que apura o maior escândalo de corrupção do país. Seguro de suas ações, Temer, foi sucinto ao afirmar que: “A #Lava Jato não vai abalar meu governo".

Em entrevista concedida pelo chefe de governo à revista "Veja", Michel fez questão de compartilhar a sua tranquilidade e serenidade, ao afirmar que as chances são "zero" de encontrarem fatos que possam desabonar a sua conduta. Ainda fez um breve comentário sobre as doações extraoficiais: "Nunca soube que alguém pudesse dar verbas fora da doação oficial", argumentou o presidente.

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Entenda os fatos

Michel Temer assumiu a Presidência da República em decorrência do processo de impeachment que tramita no Senado federal - os autos têm por finalidade deliberar por intermédio de julgamento, o futuro da presidente afastada, Dilma Rousseff. Próximo de completar dois meses, o reinado de Temer segue a todo vapor e promete estabilizar a crise no cenário político-econômico do país, principalmente, após a saída definitiva da petista afastada, relatou Michel.

O presidente tem absolvido pelo menos "dezesseis horas por dia" de labor na presidência e pretende continuar, até que se configure a visibilidade positiva da gestão dos indicadores financeiros e econômicos.

A reportagem trouxe ainda vários questionamentos no que tange ao tópico privatização no Brasil. A isso, ele pronunciou de forma enfática ser favorável a tudo "o que for possível", entretanto, foi contrário à elaboração de normas que disciplinam o acordo de delação premiada.

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No mesmo sentido, manifestou-se neutro e observou ser "discutível" a deliberação que reza sobre "a prisão de réus condenados em segunda instância". Além disso, ainda comentou sobre a hipótese de renúncia do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que segundo ele, pediu para "meditar a respeito".

Por fim, ressaltou que é "zero" a sua participação no esquema de corrupção - referindo-se às acusações de delatores sobre o esquema.

Ademais, demonstrou plena insatisfação com a conspiração dos adversários políticos e exaltou a sua esposa, Marcela, que por sua vez, utilizou-se do termo "preparadíssima" para o papel de primeira-dama, cuja apresentação oficial será confirmada no momento da sua mudança para a capital brasileira, no próximo mês, em companhia de Michelzinho, o filho do casal. #Crise econômica