Segundo os aliados mais fiéis do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o parlamentar, nos últimos tempos, tem demonstrado uma certa mudança de personalidade. Para quem sempre esteve acostumado 'a dar as cartas', agora se encontra em uma posição oposta. Pelo fato de ter que se defender das inúmeras acusações que se avolumam cada vez mais, o deputado parece estar mais sensível diante das demonstrações de desespero da mulher, a jornalista Cláudia Cruz, e da filha, Danielle Dytz, que, a cada dia, parecem estar mais próximas dos olhos do juiz Sérgio Moro.

Cada vez mais isolado e vendo seu círculo de amizades se reduzir a cada dia, #Eduardo Cunha deixou de lado o típico terno e gravata dos tempos da ativa, para se dedicar exclusivamente à preparação de sua defesa junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Circunscrito à residência oficial que, nos últimos tempos, transformou-se numa espécie de lugar de ' peregrinação' de vários advogados, o próprio deputado é quem coordena as ações de sua própria defesa, talvez, numa tentativa de manter o seu hábito de ter tudo sob controle ainda dos bons tempos de presidência da Câmara.

Segundo alguns interlocutores mais próximos, Cunha tem se esmerado com afinco na tese de sua defesa, da esposa e da filha. Quem já presenciou a cena, pode afirmar que o mesmo já chegou a chorar copiosamente diante das manifestações de desespero de Cláudia, com a possibilidade de ir para a cadeia. É notório seu empenho em defender a própria família.

Quando não está trabalhando nos inúmeros processos, Cunha costuma relaxar um pouco fumando um bom Charuto de origem cubana. Em alguns momentos de fragilidade, o deputado se vê diante das possibilidades da perda do mandato e do fato de ir parar na cadeia, além das pressões que pedem a sua renúncia.

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Por isso, afirmam alguns que o parlamentar tem andado bem mais abatido e muito mais nervoso, com demonstrações mais intensas de ira, quando alguma coisa não sai como ele planejou. 

O relacionamento com seus aliados, além de terem diminuído, tem girado em torno das frequentes discussões para que ele se afaste voluntariamente do cargo. Isso abriria caminho para que o atual substituto de Cunha, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) possa ser retirado do posto. Vale lembrar que a indicação deste último foi do próprio peemedebista afastado. Ele só não admitiu tal hipótese ainda, pois espera o resultado do julgamento do seu recurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, contra uma possível cassação.  

Além de se dedicar ao trabalho material, Cunha tem sido visto com frequência, aos domingos, numa igreja evangélica em Taguatinga, ainda Distrito Federal. Lá, ele tem feito orações e lido versículos da bíblia. Aos presentes, declarou que se sentia como Daniel, no interior da cova, cheia de leões.

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Ele foi bastante aplaudido na ocasião. Além disso, é frequente a presença de uma certa senhora na sua residência com a qual faz orações diárias. Ela costumava estar presente no gabinete do deputado, nos tempos da Câmara.  #Governo #Lava Jato