A primeira aparição pública do ex-presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), após a renúncia, foi causa de 'stress' na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), haja vista que o peemedebista, em tom irônico, resolveu puxar a memória dos presentes, argumentando que, amanhã, serão eles sentados na cadeira do acusado, ressaltando, ainda, que não foi condenado.

Entenda o que está acontecendo

Cunha passa por uma situação um tanto conturbada, pois o processo que tramita na própria Câmara dos Deputados, nos palcos da CCJ, sugere a cassação do seu mandato de deputado federal, devido à omissão de vínculos em contas bancárias no exterior.

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Estava marcada para ontensa, dia 12/07, a defesa do deputado, que fez questão de comparecer em companhia do seu advogado, para realizar a sua autodefesa, quando, de repente, os ânimos esquentaram e, segundo uma reportagem do jornal "O DIA", houve explícita reclamação do peemedebista ao entender que estava sendo comparado a um condenado, sendo que, ainda não houve julgamento nem acusação formal.

O tom irônico tomou conta do ambiente e Cunha argumentou em seguida: "Com certeza absoluta, isso pode ser com qualquer um amanhã", completando com a maior naturalidade: "Hoje sou eu. É o efeito Orloff Vocês, amanhã", declarou o jornal, fazendo menção a Cunha.

O slogan comentado pelo então deputado Eduardo Cunha, partiu de uma campanha publicitária sobre o efeito de uma bebida alcoólica em que dizia: "Eu sou você amanhã".

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A referência intencional foi justamente para os parlamentares ficarem atentos e não optarem de forma contrária, ao seu recurso na CCJ. Lembrou ainda que, algumas das autoridades que ali estão, devem passar pelos mesmos procedimentos que hoje ele enfrenta, igualmente, todos os 117 que são acusados e futuramente vão ser cassados.

O ex-presidente da Casa responde ainda na condição de réu, em decorrência de denúncias do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, vários inquéritos dos desdobramentos da #Lava Jato, operação que apura todo o esquema de corrupção que funcionava dentro da Petrobras, da qual o peemedebista teria  recebido  vantagens indevidas, para as práticas de favorecimentos ilícitos.

Como se não bastasse, Cunha tem que dar apoio a seus familiares que, diga-se de passagem, também não estão em boas condições. A sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, e a filha do casal, Danielle Cunha, já fazem parte da relação dos nomes que respondem também junto a Lava Jato, mas, por não terem foro privilegiado, estão sob o comando do juiz federal Sérgio Moro, na Comarca de Curitiba, no Paraná. #Corrupção