#Eduardo Cunha até tentou, por diversas vezes ele afirmou categoricamente que não renunciaria de maneira nenhuma, mas não teve jeito, depois de tantas acusações que pesam sobre ele. No início desta quinta-feira (7), o deputado federal Eduardo Cunha renunciou à presidência da Câmara dos Deputados. Cunha entregou uma carta de renúncia antes de fazer seu pronunciamento.

Com os olhos cheios de lágrimas, ele fez a leitura da carta integralmente no plenário. "Estou pagando um alto preço por ter dado início ao impeachment. Não tenho dúvidas, inclusive, de que a principal causa do meu afastamento reside na condução desse processo de impeachment da presidente afastada”.

Cunha disse que está sofrendo perseguição e que até sua família foi envolvida, e aproveitou o momento para fazer críticas ao governo de Dilma, chamando a gestão da presidente afastada de desastre.

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O STF solicitou o afastamento do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, desde o início do mês de maio.

Waldir Maranhão, que assumiu como presidente da Câmara interinamente, agendou a votação para escolha do próximo presidente para a próxima quinta-feira (14). O processo será feito através de votação secreta usando o sistema eletrônico. Poderá ser candidato qualquer deputado que esteja em exercício.

É necessário que tenha no mínimo 257 deputados para a votação da escolha do novo presidente e o candidato precisará da maioria absoluta. Caso nenhum dos candidatos tenha a maioria absoluta, haverá um segundo turno, vencendo quem obtiver a maior quantidade dos votos.

Carreira política de Eduardo Cunha 

Cunha está exercendo seu quarto mandato na casa legislativa, e conseguiu atingir o ápice de sua carreira política no governo petista, ocupando cargos de grande influência dentro da casa.

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Ele ganhou destaque nacional quando foi líder do seu partido na câmara, pois o PMDB ocupava o segundo lugar dentro dos partidos com maior quantidade de deputados eleitos.

Cunha foi contrário a vários projetos do governo e deu espaço à oposição por diversas vezes dentro do plenário. Em 2015, rompeu relações com o governo da presidente Dilma, declarando ser oposição desde então. Cunha está sendo investigado pelo STF e foi citado duas vezes como réu na operação Lava Jato. #Corrupção #Dentro da política