Diversos veículos de imprensa trazem, nesse fim de semana, um panorama do que estaria para acontecer no país em breve: a delação de Eduardo Cunha. É o que diz uma nota da coluna "Radar", da revista "Veja" intitulada "Ameaça retumbante", segunda a qual, Cunha teria dito a um interlocutor: "ficarei conhecido por derrubar dois presidentes do Brasil".

Já a revista Carta Capital traz uma matéria sobre a possibilidade de Cunha ter grampeado Temer. A matéria diz que os dois teriam atuado para modificar a Lei dos Portos e favorecer a um grupo empresarial, o Libra. Segundo a matéria, Temer receia ter sido grampeado por Cunha e que esta preocupação veio à tona após o parlamentar citar "parcerias" de ambos no passado.

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Uma outra colunista de política, Natuza Nery sugeriu a Cunha que fizesse delação premiada como uma forma de "remissão dos pecados".

Trafegando no "baixo clero" da Câmara, Cunha conquistou uma parcela do Parlamento brasileiro e é acusado de realizar negociações espúrias, onde teria ganhado muito dinheiro com propina e com outras subvenções criminais. Afastado pelo Supremo em maio, renunciou à presidência da Câmara, mas vê que sua cassação é eminente: seu candidato a sucessor só teve 170 votos, o que em um "termômetro político" seria insuficiente para livrá-lo da cassação.

Afastado da vida política por decisão judicial, mas presença permanente nos subterfúgios de Brasília, #Eduardo Cunha pode ser uma bomba a ponto de explodir. E, caso exploda, poderá implodir o #Governo interino, tendo em vista que o presidente em exercício contou com sua confiança e força para ascender ao poder. 

Declarações recentes do parlamentar deram a entender que ele estaria ameaçando colegas.

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Assim foi interpretada uma fala dele à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara: "eu sou vocês amanhã", disse.

Questionado se faria delação premiada, Cunha negou mais de uma vez. Mas, a possibilidade de perder o foro privilegiado e cair nas mãos do juiz Moro poderia fazer com que o parlamentar se tornasse um colaborador da justiça. De qualquer forma, é improvável que ele escape de perder o mandato. #Michel Temer