#Eduardo Cunha não comove ninguém”, disparou o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), ao ser indagado sobre a renúncia de Cunha ao cargo de presidente da Câmara e aos momentos em que o peemedebista se emocionou durante o seu discurso, nesta quinta-feira, 7, no Salão Verde da Câmara.

Fugindo do seu perfil estratégico, frio e sereno, Eduardo Cunha demonstrou sentimentos em determinado momento do seu discurso, quando citou os seus familiares, que, segundo ele, vinham sendo vítimas de constante “perseguição” dos seus rivais. O agora antigo presidente da Câmara chegou a parar algumas frases para se recompor e depois continuar a leitura do pronunciamento.

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Valente, em entrevista publicada pelo jornal O Globo, não escondeu sua felicidade com a saída de Cunha do cargo que exercia. Para o deputado do PSOL, duas vitórias acompanham a renúncia do parlamentar: a possibilidade de “remoralizar” a Câmara e a inevitável cassação do mandato do ex-presidente.

“A primeira vitória que tivemos foi o fim da falta de moralização da #Câmara dos Deputados. A segunda será a cassação e a posterior prisão de Eduardo Cunha. Ele não comove ninguém com o seu discurso. É um escárnio ele argumentar que está sendo tirado da Câmara por apenas vingança”, avaliou Valente.

Agora, abre-se uma lacuna no cargo antes exercido por Cunha. Sem tempo a perder, o presidente interino Waldir Maranhão anunciou para a próxima quinta-feira, 13, a eleição que determinará a próximo presidente da Casa, em um “mandato-tampão” até fevereiro de 2017, quando novas eleições ocorrerão.

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Para Valente, o PSOL deverá lançar o seu próprio candidato.

“Nós, do PSOL, devemos sim lançar um candidato próprio para esse pleito que se apresenta. Já fizemos isso em momentos passados. Precisamos de um candidato para enfrentar esse “centrão” e também o governo Temer, que se aliou a Cunha e ajudou na saída dele depois”, criticou.