ÿVários grupos de ideologia política de direita organizaram diversos atos públicos a favor do deputado federal Jair Bolsonaro nesse domingo, 3. Dentre todos os eventos, o deputado federal e filho de Jair, Eduardo Bolsonaro, confirmou presença na #Manifestação que ocorrerá na Avenida Paulista.

Eduardo gravou um vídeo para confirmar sua participação no evento que ocorrerá na capital paulista e convidar as pessoas para participarem, seja em apoio ao seu pai ou contrárias a decisão do Supremo Tribunal Federal e do Conselho de Ética da Câmara.

As manifestações foram divulgadas na internet, assim como as que ocorreram em maio desse ano.

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Haverá atos pelo deputado em diferentes horários e em todo o Brasil, incluindo capitais, litoral, regiões metropolitanas e interior. 

Abaixo segue o vídeo feito pelo deputado federal:

Por que tanta polêmica sobre a decisão do STF e do Conselho de Ética?

As duas decisões, tomadas em um intervalo de oito dias, têm gerado tanta repercussão porque constitucionalmente elas não possuem validades, uma vez que o artigo 53 da CF em vigor determina que nenhum senador ou deputado (estadual ou federal) pode responder no âmbito cível ou criminal por suas opiniões, votos ou palavras.

Essa determinação é chamada de imunidade parlamentar e vale enquanto o político possuir aquele cargo que lhe confere a referida imunidade. A mesma não distingue os parlamentares por partido, sendo um ato decorrente do cargo e não da pessoa.

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O mesmo vale para presidente da república, que só pode responder por crime de responsabilidade, sendo imune nos demais tipos de infrações.

O STF reconhece a imunidade parlamentar

Um dia antes do Supremo acatar uma denúncia contra o deputado Jair Bolsonaro, a também deputada federal, Jandira Feghali, foi considerada inocente de uma denúncia feita pelo senador Aécio Neves. Ela usou o Twitter para insinuar que o mesmo era traficante, repercutindo o caso nacionalmente.

O STF respondeu que em virtude da imunidade parlamentar a mesma estava amparada pelo artigo 53/CF, não havendo legalidade em acatar a denúncia. No dia seguinte o mesmo Supremo entendeu que Bolsonaro não tinha imunidade no caso de Maria do Rosário. O mesmo ocorreu com o Conselho de Ética, que acatou o pedido de cassação pelas palavras do deputado no dia da votação do impeachment.

O deputado e vários juristas consideram que haverá absolvição em cumprimento a lei e também vêem os processos como perseguição política anunciada em 2015 em uma tese apresentada pelo PT que expressou em um de seus artigos o desejo de cassar Jair Bolsonaro. #Protestos no Brasil #Câmara dos Deputados