O deputado Federal Jean Wyllys, do PSOL-RJ, se manifestou em sua página no Facebook se mostrando contrário ao projeto de lei Escola Sem Partido, que tramita no Senado Federal, e prevê o fim da autoridade dos partidos políticos sobre a #Escola como instituição. Caso aprovado, não será permitido que partidos influenciem sobre o que é ensinado na escola, nem tampouco sobre os materiais de estudo que são distribuídos aos alunos.

Os defensores do projeto alegam que o governo usa a escola para se perpetuar no poder, aprovando materiais escolares e projetos para as escolas com a finalidade de manipular aquilo que os alunos aprendem, afim de tirar o direito do livre pensamento do estudante, o que seria crime contra os direitos humanos.

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O deputado Jean Wyllys diz que Escola sem Partido é inconstitucional, pelos seguintes fatos:

  • Coloca o professor sob constante vigilância

O projeto prevê que professores não falem sobre suas opiniões partidárias, afim de que não possam influenciar os alunos com sua ideias pessoais. Isso, segundo Jean, tiraria o rendimento do professor na sala de aula.

  • Nega a possibilidade de ampla aprendizagem

A limitação de temas a serem ensinados tiraria o potencial de aprendizagem, limitando o professor a certos temas, e impossibilitando a ampla aprendizagem por parte do aluno.

  • Confunde a #Educação escolar com a fornecida pelos pais

Segundo publicado na página de Jean, essa lei, se aprovada, irá fazer com que a educação escolar seja semelhante ao que os pais ensinam em casa, limitando o ensino e o aprendizado potencial da escola.

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  • Contraria o princípio do Estado Laico

Segundo defendido por Jean, a lei vai contra o princípio do Estado Laico, que defende que o Estado é imparcial à liberdade de culto ou de religião.

  • Liberdade de cátedra

A liberdade de cátedra é um principio que assegura a todos a liberdade de aprender, de pesquisar, de conhecer, ensinar e divulgar o pensamento. A Escola sem Partido seria uma afronta direta a todos estes princípios já estabelecidos na Constituição de 1988, e, segundo Jean Wyllys, caso o projeto seja aprovado, irá desconstruir anos de conquistas.