O recém eleito presidente da #Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM- RJ) declarou nesta quarta-feira, dia 20, que todos os parlamentares ausentes às sessões de votação no plenário terão as faltas descontadas de seus próprios salários a partir do mês de agosto. A medida terá o objetivo de agilizar a votação de medidas consideradas fundamentais para o governo, além de antecipar a votação do processo que poderá culminar com a cassação do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Além disto, o parlamentar afirmou que deverá ser montado um esquema diferenciado de votação em virtude das eleições municipais que deverão ocorrer em outubro deste ano.

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A votação das medidas importantes que deverão ser implantadas pelo #Governo deverá ser a principal preocupação do atual presidente da Câmara. Numa atitude de alinhamento com o Palácio do Planalto, o parlamentar deverá voltar sua atenção para seus colegas de plenário. Isso poderá representar uma maior 'pressão' em cima do demais parlamentares para que o pacote de ações seja rapidamente aprovado. Neste sentido, Maia declarou que deverá subtrair dos vencimentos as faltas que não forem justificadas pelos deputados ausentes às sessões marcadas para a votação das pautas agendadas. Num raciocínio lógico, o dirigente do plenário afirmou que se há expediente marcado, o político tem a obrigação de comparecer ao mesmo.

Além da 'medida' já anunciada previamente, Rodrigo Maia quer implantar mais uma sessão na semana para a votação das medidas do pacote de ações do governo Temer.

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Atualmente, as votações ocorrem nas terças e quartas-feiras. A intenção é que as mesmas possam começar logo às segundas-feiras e estendam até às quartas. O presidente da Câmara pretende iniciar este esquema a partir do mês de agosto. Ele acredita que este ritmo poderá ser mantido mesmo com a realização dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro no mesmo período. Entretanto, adiantou que as votações deverão ser reduzidas para somente dois dias na semana em setembro, visto que poderá ocorrer um esvaziamento por ocasião das eleições municipais no país. Muitos parlamentares deverão estar ausentes, pois irão estar em campanha em seus respectivos estados. Mesmo assim, o dirigente afirmou que não abrirá mão de se manter um número mínimo de deputados que deverão votar alguns itens importantes das medidas adotadas pelo governo.

Questionado quanto ao encontro que teve com Michel Temer e algumas lideranças políticas, no Palácio do Jaburu, dentre elas o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na noite desta terça-feira, dia 19, Rodrigo Maia não quis dar maiores detalhes sobre o que foi conversado. Declarou apenas que o jantar, que durou cerca de quatro horas, teve o objetivo de discutir algumas pautas em discussão tanto na Câmara quanto no Senado e afirmou que, neste momento, seria importante a mútua cooperação entre os três poderes da República: Executivo, Legislativo e o Judiciário. #Eleições 2016