Nessa sexta-feira, 8, a presidente afastada #Dilma Rousseff participou de um evento do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) em São Paulo. Na ocasião, Dilma discursou e até alfinetou o seu algoz na política, o deputado federal #Eduardo Cunha.

Cunha renunciou à presidência da Câmara dos Deputados na quinta-feira, 7, e Dilma afirmou no evento que 'mulher não renuncia', porque 'mulher não cede a luta'. Rousseff ainda aproveitou para dizer que está sendo injustiçada e que nunca roubou nada, mas que Cunha está ligado ao esquema de corrupção da Petrobras.

Segundo Delcídio do Amaral, Dilma sabia e se beneficiou do esquema do 'Petrolão', assim como o ex-presidente Lula.

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A delação do ex-senador tem sido avaliada e investigada para verificar a veracidade de alguns pontos apresentados.

Acusações ao governo de Michel Temer

Dilma também não perdeu a oportunidade para tecer críticas sobre o governo de seu ex-aliado, Michel Temer, ocasião em que disse aos membros do movimento presentes que o peemedebista deseja destruir o programa 'Minha Casa Minha Vida'.

Para Dilma, o presidente em exercício do Brasil tem 'desmontado' os programas sociais criados por ela e por Lula. Acompanhada do polêmico líder do movimento dos trabalhadores sem teto, Guilherme Boulos, manifestações contrárias à atual gestão política federal foram anunciadas.

Processo do impeachment

A data da votação final do #Impeachment de Dilma Rousseff ainda não foi definida, mas como muitos políticos descartam a realização da votação durante as Olímpiadas, que ocorrerão do dia 5 ao dia 21 de agosto, a decisão sobre o futuro da presidente afastada ficará para depois dos Jogos Olímpicos.

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Enquanto o dia da votação não chega, a presidente afastada tenta correr contra o tempo para conquistar alguns senadores que votaram a favor de seu afastamento. Com a ajuda de militantes que estão bancando suas viagens através de uma "vaquinha" na internet, Dilma continua seus discursos para se defender do afastamento definitivo.

Se Dilma sofrer o impeachment, perde todos os privilégios atuais e deve deixar o Palácio da Alvorada, ficando ainda inelegível por oito anos. Se não sofrer o impeachment, retoma a presidência e Michel volta a ser o vice-presidente da República. Existem pedidos de impeachment de Dilma protocolados na Câmara, mas que não foram apreciados devido à existência do atual processo em andamento.