#Dilma Rousseff, a atual presidente eleita do Brasil com quase 55 milhões de votos, está afastada no momento, aguardando o seu julgamento pelo Senado brasileiro. A mesma foi afastada pelos políticos da oposição do país sob a acusação das famosas “pedaladas fiscais” no seu governo, versão essa que foi negada pelos técnicos-peritos do próprio Senado, ou seja, Rousseff é acusada de #Corrupção ativa e #Michel Temer, o então vice-presidente, assumiu em maio o controle do poder em Brasília se tornando o presidente interino.

Uma das bandeiras principais de Temer e seu colegiado, buscando o impeachment definitivo da presidente democraticamente eleita, foi o combate à corrupção que varre o país, praticamente desde o seu descobrimento pelos portugueses.

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Entretanto, parece que o hoje presidente interino esqueceu que, quando ele mesmo ocupava o cargo de vice-presidente, realizou viagens para o exterior bastante caras e ladeado por uma enorme comitiva, sendo que, para isso, o Itamaraty teve que ceder enormes quantias em dinheiro extra a fim de quitar as despesas de Temer e sua trupe.

As acusações foram noticiadas em 31 de julho, pelo jornal Folha de São Paulo, o qual estruturou a sua argumentação nos telegramas emitidos pelas embaixadas do Brasil em diversas partes do mundo, graças ao recurso legal do que é determinado como Lei de Acesso à Informação.

Há o exemplo do caso explícito de quando Temer, no mês de maio de 2012, viajou para a Turquia na Ásia Menor, acompanhado de 30 outros indivíduos, gastando, nessa odisséia, o valor de R$ 328 mil em um período inferior a 7 dias, isso sem serem somados os custos com as viagens de avião e também os dias de trabalho de cada um dos servidores que o acompanharam.

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A pauta da viagem à Turquia foi para que Temer pudesse participar do importante e significativo encontro para o Brasil da "2ª Conferência de Istambul sobre a Somália".

Sim, isso mesmo! O interino foi à Turquia sob a alegação de que deveria discutir assuntos do país sem muita expressão política e econômica para o mundo que é a Somália. Por causa disso, o Itamaraty teve de liberar R$ 21 mil referente unicamente ao aluguel de automóveis, tais como: duas Mercedes Benz, quatro vans Sprinter, seis BMW, dois Mondeo e até, para o espanto geral, até um caminhão-baú para bagagens foi utilizado nessa empreitada tupiniquim no outro lado do mundo.

A Folha fez questão de salientar que outras viagens semelhantes a essa para a Turquia eram muito comuns de serem feitas por Temer quando era vice-presidente e suas numerosas comitivas. Provas tangíveis foram deixadas pelos telegramas emitidos pelas embaixadas do Brasil e até mesmo porque entre os anos de 2011 a 2016, Temer fez 15 viagens para o exterior nesses moldes, conferindo uma média de 3 viagens internacionais por ano nesse período.

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O pronunciamento, por parte da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, afirmou que, quando Michel Temer era vice-presidente, "sempre procurou economizar recursos públicos em seus deslocamentos ao exterior", isso é, o departamento em questão quis mostrar que o interino procurava ser acompanhado nas suas viagens por equipes pequenas tanto nas viagens dentro do Brasil como para os deslocamentos internacionais; todavia, não é bem isso que dizem as provas produzidas pelas embaixadas brasileiras, fazendo com que o povo comum, de fato, não considere a política nacional ou alguns políticos brasileiros como algo sério.