A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, dia 7 de julho, depois de Cunha ter negado a abdicação por diversas vezes. O anúncio foi feito através da leitura de uma carta de renúncia, no Salão Nobre da Câmara, ele estava na presença de outros deputados e com lágrimas nos olhos.

Cunha disse que cederia aos apelos generalizados dos seus apoiadores, alfinetou o funcionamento da Câmara e que somente a sua renúncia poderia acabar com a instabilidade da Casa.  O momento de maior emoção foi quando o ex-presidente da Câmara comenta sobre sua e filha e esposa, também investigadas de terem recebido propina no caso de corrupção na Petrobras.

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Ele acusa os opositores de terem usado as suspeitas contra a sua família para atingi-lo, ao mesmo tempo em que reforça a sua inocência dos crimes nos quais é acusado. A leitura da carta foi breve, durou menos de 10 minutos.

Com a renúncia, a Câmara terá que eleger um sucessor em até cinco sessões, que presidiará até o dia 1º de fevereiro de 2017. O atual presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, convocou eleição para o sucessor de Cunha na presidência da câmara para o dia 14 de julho, porém, líderes partidários querem que a eleição seja no dia 12.

O Conselho de Ética acusa #Eduardo Cunha de ter mentido na CPI da Petrobras, ao afirmar que não possuía contas no exterior. Posteriormente, as contas na Suíça ligadas a Cunha e seus familiares foram confirmadas. Ele também se tornou réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no STF.

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Ao todo, ele está sendo investigado em 8 processos. 

Mas o que acontecerá com o Cunha?

Mesmo deixando o cargo, ele continuará recebendo seu salário de 33 mil reais e poderá contar com sua equipe de assessores. Também terá direito a apartamento funcional e auxílio moradia, no valor de R$ 4 mil.

Horas depois do anúncio da renúncia, 14 deputados de dez partidos já se candidataram à presidência da Câmara. Entre eles, o líder do PSD, Rogério Rosso, é o mais cotado para o cargo. Rodrigo Maia e Fernando Giacobo também são considerados.  #Crise #PMDB