A novela de #Eduardo Cunha à frente da presidência da Câmara de Deputados finalmente foi encerrada nesta quinta-feira (7), quando o deputado federal renunciou ao cargo. 

Segundo o portal de notícias G1, no começo da tarde de hoje, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), fez um pronunciamento sobre a sua renuncia e emocionado afirmou que sua família é alvo de perseguição.

Eduardo Cunha dá adeus a presidência da Câmara de deputados

Afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de seu cargo de presidente da Câmara de Deputados desde o último dia 5 de maio, Eduardo Cunha se viu solitário, sem aliados influentes e tornou-se uma pedra no sapato do presidente interino Michel Temer.

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Acuado e correndo o risco de perder seu mandato, Cunha tentou se manter vivo no cenário político atual, mas ao que parece, o deputado que antes esbanjava segurança e era considerado o senhor das manobras junto ao conselho de ética, já não tem mais tanta influência.

Mesmo tendo renunciado a presidência, o processo de cassação continuará correndo normalmente no conselho de ética.

Chorando Eduardo Cunha disse que sua família está sendo perseguida

Sob um coro de 'fora Cunha', o deputado fez o anuncio de sua decisão no Salão Verde da Câmara, com a voz embargada e chorando afirmou que sua família está sendo alvo de perseguição. O deputado fez a leitura na íntegra da carta de renuncia entregue ao presidente interino da casa, deputado Waldir Maranhão.

Cunha se recusou a responder as perguntas dos jornalistas presentes e após se pronunciar desceu a rampa do Congresso Nacional que é usada durante eventos oficiais.

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Eleição para novo presidente da Câmara

A carta com a renuncia de Eduardo Cunha, deverá ser publicada no Diário Oficial da União, nesta sexta-feira (8), segundo a Secretaria-Geral da Câmara. A partir de então, as novas eleições serão convocadas e deverão acontecer em um prazo de até cinco sessões do plenário. 

Cunha afirma que está pagando um alto preço por ter liderado o impeachment

Em seu discurso Eduardo Cunha disse que se sente perseguido por ter iniciado o processo de #Impeachment da presidente afastada Dilma Roussef. Segundo o deputado, o pedido para que ele fosse afastado do cargo se deu no dia 16 de dezembro de 2015 pelo PGR - Procurador-Geral da República, logo após decidir aceitar o pedido de impeachment. #Câmara dos Deputados