Algo diferente vem sendo observado na essência dos discursos do ex-presidente Lula ao mencionar o governo Temer. Segundo informações  do site de notícias "MSN", o petista, apesar de disseminar o pensamento crítico, ou seja, "ataca o seu opositor", reconhece que, futuramente, deve ceder aos diálogos com o peemedebista.

As especulações apontam que o militante resolveu modificar o tom dos pronunciamentos perante o seu eleitorado, em decorrência das incertezas que possam ocorrer no governo petista. Na verdade, o ex-presidente aborda, de forma cautelosa, possibilidades de sair dos conflitos que possam transcorrer após a decisão final do processo de 'impeachment', da presidente afastada Dilma Rousseff.

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Diante das circunstâncias, as mudanças dos discursos podem ter relevância, uma vez que #Lula já faz alusão a conversas com o presidente interino Michel Temer, analisando hipóteses para estreitar espaços com intuito de uma relação de coleguismo com o PMDB.

O contexto ainda traz outra situação referente à nova postura do ex-presidente, que pode ter sido influenciada pelo comentário de Temer, conforme estabeleceu a coluna painel da "Folha de S. Paulo", sobre a busca incessante de alianças para com a oposição, a fim de facilitar aprovações das pautas delicadas no Congresso Nacional.

Entretanto, para a convocação de Lula, com a finalidade de assessorar ou complementar equipe de governo vale ressaltar que o Partido dos Trabalhadores (PT) segue administrando índices de pesquisas que apontam a reprovação do governo petista.

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Portanto, o momento merece cautela, pois, mesmo com a possível escolha do ex-presidente, ainda há outro agravante que anda tirando o sono do petista e mobilizando milhares de brasileiros pelo país, os quais reivindicam o fim da corrupção e, diga-se de passagem, o nome do ex-presidente está vinculado às investigações da operação #Lava Jato.

Entenda as acusações

Lula vem sendo alvo de delatores que aceitaram colaborar com a Justiça, por intermédio do benefício de delação premiada. As revelações acusam o petista de participação no esquema fraudulento da Petrobras. O mais curioso foi que algumas delações foram realizadas até por militantes petistas que estão em situação desfavorável, ou seja, encontram-se presos e condenados no Complexo Carcerário de Pinhais, no Paraná.

As investigações estão sendo realizadas pela força-tarefa do Ministério Público Federal do Paraná, em consonância com os integrantes da Operação Lava Jato, que investigam a maior fraude de corrupção na Estatal. A ação está sob o comando do juiz Federal Sérgio Moro, da 13ª Comarca de Curitiba. #Michel Temer