No Brasil, discurso de austeridade fiscal e corte de gastos para enfrentar a crise. No exterior, milhares de dólares gastos em hotéis de luxo e no aluguel de carros que são os sonhos de qualquer magnata. Este é o perfil do presidente interino do Brasil, Michel Temer. O jornal Folha de São Paulo revelou neste domingo (31) a luxuosa vida de #Michel Temer quando realiza viagens oficiais ao exterior. O veículo teve acesso a documentos de embaixadas brasileiras ao redor do mundo que mostram que, muitas vezes, os corpos diplomáticos brasileiros em países visitados por Temer precisam pedir ao Itamaraty recursos extras para cobrir as viagens do presidente em exercício.

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Entre os luxos descobertos pela Folha de São Paulo está uma hospedagem no suntuoso hotel Conrad, em Istambul. Em maio de 2012 Michel Temer esteve na cidade para participar de dois eventos: a 2ª Conferência de Istambul sobre a Somália e o Fórum de Parceiros da Aliança das Civilizações. O então vice-presidente optou por uma das suítes do Conrad (hotel cinco estrelas) que custam a partir de aproximadamente 180 dólares. Entretanto, preços "a partir de" não se aplicam ao executivo. O governo brasileiro gastou 16 mil dólares (R$ 52 mil) por três diárias no hotel. Isto significa que Temer optou pelas suítes mais caras do empreendimento. A Folha não informou qual foi a suíte escolhida, mas pelo preço médio de cinco mil dólares por noite um hóspede pode ficar na súite "Ambassador", de 147 metros quadrados.

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O espaço conta com vista panorâmica da cidade (o apartamento fica no 9º ou 10º andar do hotel), terraço finamente mobiliado e sala de jantar, entre outros mimos.

Deslocamentos de alto nível

O alto padrão adotado por Temer não se restringe à hospedagem. Seus deslocamentos pelas cidades também é cercado de ostentação. Nesta mesma viagem à Istambul temer e sua comitiva formada por cerca de trinta pessoas alugaram carros de alto padrão. Foram 21 mil dólares (R$ 70 mil) gastos no aluguel de veículos como Mercedes-Benz e BMW.

Entre 2011 e 2016 Temer fez quinze viagens internacionais. O Ministério das Relações Exteriores se recusou a informar quanto temer gastou nas demais viagens, argumentando que estas informações são sigilosas.