A Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, comandada pelo juiz Sérgio Moro e considerada a mais importante operação de combate à #Corrupção do País, em que se apura desvios bilionários de dinheiro público dos cofres da Petrobras, recebeu novas provas, através de um dos delatores do esquema criminoso de distribuição de propinas. Os desdobramentos das investigações da força tarefa da Operação Lava-Jato recebeu um 'rol de elementos de prova', com referência a um importante membro do PT. Trata-se de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido e preso pela Polícia Federal, desde o mês de abril de 2015.

Provas relevantes

As provas e elementos que podem comprovar a participação de Vaccari, em novas descobertas dos agentes federais, dão conta de que o ex-tesoureiro petista recebeu a quantia de R$ 1 milhão, provenientes do esquema de corrupção que sangrou os cofres públicos da Petrobras.

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Um dos delatores do esquema de corrupção da Petrobras, empresário Ricardo Pernambuco, afirmou que João Vaccari Neto solicitou a "doação" do dinheiro ao PT, pessoalmente em seu escritório. De acordo com o empresário, dono da Carioca Engenharia, o ex-tesoureiro petista recebeu a quantia de R$ 1 milhão, em espécie. Ainda segundo Pernambuco, durante aquela época em que Vaccari recebeu o repasse milionário, a "doação" não constava como sendo vinculada a qualquer campanha eleitoral específica. Os investigadores anexaram o depoimento de Ricardo Pernambuco aos autos do processo da Lava-Jato na última quinta-feira (30).

As provas são substanciais, já que comprovam, através de registros de portaria, a presença de João Vaccari Neto na sede da Carioca Engenharia, em São Paulo. Os registros se referem às datas de 03 de fevereiro de 2014, 15 de agosto de 2014 e 26 de setembro de 2014.

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Vale ressaltar que os registros contemplam somente os últimos 18 meses. A documentação entregue por Ricardo Pernambuco, apresenta ainda como provas, além do registro de presença, a disponibilidade da agenda eletrônica (outlook), e e-mails que indicam reuniões e contatos com o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto.

Defesa contesta

O criminalista Luiz Flávio Borges D´Urso rejeitou veementemente as afirmações do empresário, de que teria realizado o repasse de R$ 1 milhão a Vaccari. Segundo o defensor do tesoureiro : "isso não tem procedência, pois Vaccari jamais recebeu recursos em espécie", enfatizou. #Lava Jato #Petrolão