O placar do impeachment de Dilma Rousseff nem está "definido" ainda, mas o interino #Michel Temer, junto com o presidente da Câmara do Deputados, Rodrigo Maia e do Senado, Renan Calheiros, pretende por em plenário a votação para as reformas da Previdência e das Leis Trabalhistas. A última deve ser votada até o fim do ano, e está causando polêmica.

As propostas:

Tramitam no Congresso diversas propostas, dentre elas:

  • Flexibilização da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o “acordado sobre o legislado”, o que quer dizer; “acordos” entre patrões e empregados terão mais força do que a Lei;
  • Aumento da jornada de trabalho de 44h para 60h semanais;
  • FGTS facultativo, ou seja, o patrão não teria mais a obrigação de fazer os depósitos;
  • Férias e 13º parcelados ao longo do ano;
  • Reduzir o horário de almoço de 1h para 30min;
  • Terceirização para as chamadas atividades-fim; hoje só é permitido terceirizar para as "atividades-meio".

O que dizem os “patrões”?

Para os representantes dos empresários da Indústria, Comércio e Serviços, não se trata de “cortar” direitos dos trabalhadores, mas de “modernizar” a relação do trabalho, como está sendo feito no mundo todo.

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Segundo os mesmos, a burocracia tem sido um dos empecilhos para contratar novos funcionários em tempos de desemprego alto. O presidente da CNI (Confederação Nacional das Indústrias), Robson Braga de Andrade, chegou a falar em 80h semanais de trabalho, o que foi desmentido pela instituição, que alegou que a fala foi mal interpretada.

Para os empregados e sindicatos

Para os trabalhadores e seus representantes, as propostas significam retrocesso e beiram ao trabalho escravo. O empresariado estaria se aproveitando da crise que assola o país, que já fez 11,5 milhões de desempregados, segundo o IBGE, para impor sua agenda “retrograda” e arrancar os direitos dos empregados. Os sindicatos dizem ainda que a terceirização das chamadas atividades-fim seria uma forma dos patrões se “livrarem” de vez das suas obrigações com os funcionários, e que se passar no Congresso será tendência "terceirizar tudo".

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A reforma ainda conta com sugestões quanto à flexibilizar a licença maternidade e outras. Para o presidente dos magistrados da Justiça do Trabalho, Germano Siqueira, essas questões sobre a Reforma Trabalhista devem ser amplamente discutidas pela sociedade, pois mudanças radicais na CLT seriam perigosas. Sindicatos prometem lutar contra as reformas e os trabalhadores torcem para não se tornarem “escravos modernos”. #Dilma Rousseff #Crise econômica