O jornal Folha de São Paulo publicou um artigo nesta segunda-feira, dia 04, sobre o vídeo divulgado no dia anterior, onde a professora Marillena Chauí, 74 anos, suposta intelectual e militante da esquerda brasileira, faz sérias acusações ao juiz responsável pela operação Lava Jato, Sérgio Moro. Ela acusa o magistrado de atuar segundo as determinações recebidas pelo departamento de Justiça norte-americano, com o objetivo de retirar, através de supostos processos judiciais legais, a soberania do povo brasileiro, principalmente, através da destruição da economia interna.

Defendendo a  tese de que países como os Estados Unidos estão de olho nos recursos naturais do país, a filósofa esquerdista alerta para o fato de que os norte americanos estariam interessados na principal riqueza descoberta em território brasileiro, a camada pré-sal, cuja exploração é exclusiva da Petrobras.

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Neste sentido, ele se sobressai como uma crítica das mais fervorosas em relação à nova política externa que começa a ser implantada pelo #Governo interino de Michel Temer e pelo atual ministro das Relações Exteriores, José Serra. Chauí gosta de alertar para o fato de que o país do Tio Sam tem interesse em explorar novas fontes de petróleo em território brasileiro. Tanto Serra quanto o presidente interino estariam se submetendo ao jogo de interesses internacionais  e entregando o processo de exploração a empresas norte americanas.

Com relação a Sérgio Moro, Marilena Chauí afirma que o magistrado age com os investigados pela #Lava Jato conforme treinamento recebido pelo FBI. Ela afirma que tais práticas repassadas ao juiz seriam as mesma utilizadas por aquele país para combater o crescimento do comunismo no mundo e que foram adotadas em 1950 e, posteriormente, durante o atentado às torres gêmeas, no fatídico 11 de setembro.  Este tipo de ideologia é chamada de Macarthismo e se caracteriza pelo uso constante da chamada delação em troca de uma redução da pena, além de atos intimidatórios.

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A professora da Universidade de São Paulo (USP) já foi bastante assediada pela imprensa, após sair em defesa da presidente afastada Dilma Rousseff, por ocasião da discussão do processo de impeachment. Durante o episódio, a esquerdista declarou que o objetivo era o enfraquecimento do mercado comum na América do Sul, o Mercosul. No seu discurso atual, ela retomou o velho tema bastante preferido pelos movimentos de esquerda comunistas: a perda de soberania externa para os Estados Unidos.      #Corrupção