A movimentação financeira de um empresário de São Bernardo do Campo, Carlos Roberto Cortegoso, conhecido como “Garçom de #Lula chamou a atenção dos investigadores da #Polícia Federal nos autos da Operação Custo Brasil. A movimentação financeira do empresário é 69 vezes maior que o rendimento mensal do empresário declarados ao fisco.

A Procuradoria afirmou que o empresário relatou uma renda mensal de R$ 10 mil e movimentou R$ 1.450.199,00 durante um ano em sua conta.

A identificação do gasto incompatível com a receita mensal do empresário foi detectada através de quebra de sigilo bancário do empresário na Receita Federal.

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De acordo com informações do jornal Estado de São Paulo, também foi detectado um aumento patrimonial incompatível com os rendimentos apresentados e verificados pela Polícia Federal.

O empresário é dono da Focal Confecção e Comunicação Visual, segunda maior empresa fornecedora da campanha presidencial da presidente da república afastada, Dilma Rousseff, durante as eleições de 2014.

Apelido 'Garçom de Lula' foi recebido quando o ex-presidente Lula ainda era sindicalista

Carlos Roberto Cortegoso recebeu o apelido de “garçom de Lula”, na época em que o ex-presidente petista, ainda era sindicalista. Cortegoso trabalhava num restaurante na própria cidade de São Bernardo do Campo que era constantemente visitado por Lula, quando ainda era operário e comandava o Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

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A empresa de Cortegoso investigada pelo Ministério Público Federal foi criada no final dos anos 90. A empresa inicialmente produzia camisetas e materiais de campanha. A guinada da empresa aconteceu em meados de 2002 quando Lula venceu a eleição presidencial e viu sua produção se multiplicar se tornando o segundo maior fornecedor de camisetas e materiais de campanha do #PT.

Em primeira campanha de Dilma Rousseff, PT pagou R$ 14,5 milhões a Focal

No ano de 2010, durante a primeira campanha da presidente Dilma Rousseff, o PT pagou cerca de R$ 14,5 milhões à empresa Focal Confecção e Comunicação Visual. O valor arrecadado em 2010 foi quatro vezes maior do que o valor arrecadado em 2006, na campanha de reeleição de Lula, que foi de R$ 3,9 milhões.

Um dos delatores da Operação Custo Brasil, Alexandre Romano, o Chambinho, confidenciou a Polícia Federal que Cortegoso era uma pessoa simples e falava abertamente que tinha sido garçom e que havia aberto uma empresa somente para atender ao PT e que tinha exclusividade em atender a todos os eventos do partido.