Segundo artigo publicado na Folha de São Paulo, nesta terça-feira, dia 12, o #Governo interino de Michel Temer já estuda a possibilidade de privatizar as loterias da Caixa, com o objetivo de aumentar o nível das receitas para amenizar o enorme rombo nas contas públicas. O plano inicial prevê a criação de uma empresa de caráter estatal que possa ser responsável pela administração das apostas feitas na internet e a privatização da chamada Loteria instantânea, que é mais conhecida como as famosas raspadinhas. A intenção é atrair investimentos do capital estrangeiro para o setor que, atualmente, se encontra em alta no país.

A criação de uma empresa pelo governo deverá incrementar o setor de apostas esportivas feitas pela internet, e buscará empresas privadas que possam se interessar pela exploração do setor no país.

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Num passo seguinte, com a criação e regulamentação da mesma, ela deverá ser vendida ao capital estrangeiro. Com esta transação, a União espera arrecadar algo em torno de R$ 8 bilhões para os cofres públicos. Nesta caso, o governo ficaria como sócio minoritário, retendo ações pela Caixa Econômica.

Num segundo momento, o governo planeja a privatização da Caixa Instantânea, que administra a chamada Lotex, responsável no país pela comercialização dos jogos de raspadinha ou loteria instantânea. Para esse negócio, o governo espera arrecadar cerca de R$ 4 bilhões, cujo setor possui um potencial bastante expressivo e que poderá elevar a cifra de faturamento do governo para além do total previsto acima.

 A regulamentação deste tipo de jogo, que é diferente dos chamados 'jogos de azar', ainda não foi feita no país.

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Embora o pontapé inicial para uma possível privatização tenha sido dado ainda no governo Dilma, as discussões ainda avançam no Congresso. Por não ter regras definidas, muitos apostadores fazem seus jogos em site fora do país. Com isto, parte do que foi arrecado não pode ser revertido na forma de impostos internos, que ajudariam a custear ações governamentais, tais como projetos que poderiam incrementar a prática de esportes em território brasileiro. 

Caso a regulamentação seja feita, a intenção é que as empresas interessadas possam ser beneficiadas com concessões longas de dez a vinte anos. Para o governo, quanto maior o prazo, melhor será, pois mais impostos poderão ser arrecadados. Além disto, o sistema deverá operar de modo semelhante ao que já existe para as lotéricas atuais, em que parte da arrecadação vai para o pagamentos das premiações e para a manutenção do negócio e a outra parte é repassada para o União, para o financiamento de projetos em diversas áreas ligadas aos esportes.  #Crise econômica #Michel Temer