Na sexta-feira (8), Hillary Clinton veio a público para esclarecer as acusações de uso indevido de contas de e-mails. Em entrevista concedida ao canal MSNBC, a candidata à Presidência da República enfatizou que não se deu conta que tinha enviado informações confidenciais pelo seu e-mail pessoal. De acordo com a investigação federal que foi feita, a ex-Secretária do Departamento de Estado fez o repasse de conteúdo secreto de forma indevida, pelo menos, 110 vezes.

Hillary Clinton atribuiu a responsabilidade pelo caso aos seus ex-colegas do Departamento do Estado. A democrata alegou que seguiu as instruções dadas por eles sobre que conteúdo era confidencial ou não.

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A ex-senadora também disse acreditar que os seus antigos assessores não tinham consciência que lhe enviavam informações confidenciais.

A ex-primeira-dama dos #EUA evitou comentários a respeito das conclusões feitas pelo FBI, que, nesta semana, revelou que a própria Hillary Clinton teria enviado para os seus ex-colegas do Departamento do Estado conteúdo “top secret”, grau mais elevado de sigilo, por um servidor particular não autorizado.

FBI afirma que Hillary Clinton foi extremamente descuidada

O diretor do FBI, James Comey, afirmou que a discussão de informação sigilosa de forma indevida é crime, porém, não havia indícios significativos para que Hillary Clinton e seus ex-assessores respondessem um processo.

Mesmo afirmando que a democrata não cometeu nenhum crime, Comey declarou que ela e sua equipe foram bastante descuidados ao compartilharem conteúdo confidencial do governo americano.

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Segundo o diretor do FBI, o servidor que a candidata à cadeira da Casa Branca utilizou para mandar tais informações era tão inseguro que eles temiam as informações contidas nas mensagens tivessem caído nas mãos de inimigos dos Estados Unidos.

Perguntada sobre a afirmação de que foi extremamente descuidada na hora de compartilhar informações confidenciais, Hillary Clinton respondeu que Comey já tinha esclarecido o assunto. No entanto, a democrata não falou quais foram os esclarecimentos feitos pelo diretor do FBI.