Após a polêmica criada pelo deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), o Conselho de Ética poderá acatar pedido do PSC (Partido Social Cristão) por quebra de decoro do parlamentar, o que pode ocasionar como a punição mais grave a cassação do mandato. O pedido feito pelo partido foi realizado após Jean fazer uma publicação polêmica no Facebook no dia do atentado a boate Pulse, do qual dezenas de pessoas foram mortas por um integrante do grupo terrorista Estado Islâmico.

Na ocasião, Jean escreveu um longo texto falando do crime, do qual a maior parte das vítimas eram homossexuais, e citou que discursos como o de Bolsonaro, Marco Feliciano, Malafaia e outros, são os responsáveis pelos ataques de ‘intolerância’ como o de Orlando.

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O texto gerou grande repercussão, fazendo com que inúmeras pessoas deixassem comentários com críticas na página oficial do deputado do PSOL no Facebook. Na mesma semana o partido dos parlamentares associados ao crime, decidiu representar contra o deputado alegando que a sua conduta foi incompatível com o decoro parlamentar por ter associado os deputados federais aos ataques que ceifaram a vida de cinquenta pessoas.

Outro processo contra Jean aguarda apreciação do Conselho de Ética

Essa não é a primeira representação contra o parlamentar que se encontra aguardando decisão no Conselho de Ética. No dia 17 de abril, logo após votar contra o impeachment na sessão que aprovou a admissibilidade do processo contra Dilma Rousseff, Jean, gratuitamente, cuspiu no deputado Jair Bolsonaro.

O parlamentar chegou a publicar na internet que seu algoz havia o puxado pelo braço ‘violentamente’ e que apenas se defendeu.

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Instantes depois, emissoras de TV mostraram, de ângulos diferentes, que os dois parlamentares estavam distantes um do outro e que não houve agressão ou provocação.

Histórico de problemas com publicações na internet

Há dois meses Jean foi condenado pela #Justiça de Brasília/DF por ter feito uma publicação insinuando que as pessoas que estavam em uma foto com Eduardo Cunha antes do pedido do impeachment ter sido aceito, queriam uma parcela de suposta propina recebida pelo deputado. Uma das pessoas da foto era a procuradora aposentada e advogada, Beatriz Kicis, que pediu reparação cível, tendo a ação deferida no valor de R$44 mil. #Câmara dos Deputados #Dentro da política