O juiz Sérgio Moro, titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná e responsável pela Operação Lava-Jato, considerada a maior operação de combate à #Corrupção no País,  rebateu prontamente a defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva. Moro foi enfático ao responder a todos os pontos de questionamentos da defesa do ex-presidente em relação ao andamento das investigações. De acordo com os advogados, o juiz Sérgio Moro deveria se considerar "suspeito" de julgar os processos que envolvem Lula, já que segundo a defesa, Moro  teria atuado com "parcialidade", devido à condução coercitiva de Lula, além das gravações autorizadas pela Justiça que envolvem o ex-presidente nos escândalos de corrupção da Petrobras.

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Lula é acusado de ter cometido crime de obstrução da Justiça, por tentativa de atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato. Por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal e relator dos processos que envolvem a Lava-Jato, Teori Zavascki, o julgamento da participação do ex-presidente Lula nos desvios bilionários da Petrobras, fica sob a alçada do juiz Sérgio Moro.

Decretação de prisão

Os aliados de Lula temem que o juiz Moro possa decretar a prisão do ex-mandatário do País. O juiz já rebateu contundentemente as alegações da defesa e delineou os equívocos dos defensores: " no que se refere em relação à condução coercitiva do ex-presidente Lula, o requerimento foi solicitado pelo Ministério Público Federal e a autorização foi aceita, além de amplamente fundamentada na data de 29 de fevereiro de 2016, cuja decisão foi acatada ", afirmou Moro.

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Sérgio Moro se referiu também à possibilidade de prisão temporária contra o ex-presidente Lula, com base nos áudios captados através de grampos da Polícia Federal : "rigorosamente, há a indicação de tentativa de obstruir as investigações, o que em razão, de busca e apreensão, poderia justificar a implementação de prisão temporária dele (Lula), porém, optou-se por medida menos gravosa, em se tratando da condução coercitiva", concluiu o magistrado. #Lava Jato