Nessa sexta-feira, 8, foi anunciado, publicamente, que o deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) foi condenado por utilizar-se de caixa dois durante campanha eleitoral de 2014. Com isso, o Tribunal Regional Eleitoral o condenou com a cassação do mandato, que se encerra no começo de 2019, quando outros deputados tomarão posse.

A decisão de cassação foi unânime e se baseia no fato do deputado ter omitido o gasto de R$ 410 mil em sua campanha eleitoral na última eleição. A relatora dessa decisão é a juíza federal Lucyana Daibes Pereira. Como a sentença ocorreu em primeira instância, o parlamentar e seus advogados podem apresentar recurso junto ao TSE (Tribunal Regional Eleitoral).

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Por que houve crime?

Porque o deputado omitiu tais gastos com a campanha e esses podem ser originários de doações de empresas, aparentando ser um valor reserva para divulgar a campanha. Em legislação aprovada recentemente, nas próximas #Eleições não será mais permitido que candidatos a qualquer cargo político recebam doações de empresas privadas.

Na mira do STF

Wladimir também é alvo de investigações do Supremo Tribunal Federal por, supostamente, abrigar funcionários fantasmas em seu gabinete político. O inquérito ainda está em andamento no Supremo.

Breve ficha técnica do deputado Wladimir Costa

No ano passado, o parlamentar ganhou grande repercussão por ser considerado o deputado que mais faltou nas sessões da câmara, com um total de 105 faltas. Destas, 93 faltas foram justificadas com atestados por tratamento médico, sendo as faltas abonadas.

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Já as doze outras faltas desse total não tiveram justificativa apresentada e as mesmas foram computadas no prontuário do político.

Costa está em seu quarto mandato na #Câmara dos Deputados e se, mesmo com o recurso, o parlamentar for condenado à cassação, estará inelegível pelos próximos oito anos, não podendo concorrer a nenhum cargo político até 2024. A assessoria do deputado disse que ele está no Pará e que ainda não foi informado da decisão, mas que ainda cabe recurso para mudar essa situação. #Justiça