A Polícia Federal (PF) amanheceu nesta segunda-feira, dia 4, nas ruas de capitais como Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, com a deflagração da 31ª fase da Operação #Lava Jato. Ela deverá se voltar agora para a investigação dos processos licitatórios envolvendo obras no Centro de Pesquisas Leopoldo Américo, de propriedade da #Petrobras. Batizada de operação 'Abismo', a ação dos policiais federais deverá ser focada na investigação de crimes como lavagem de dinheiro, #Corrupção, fraudes em licitação e crime de formação de cartéis. 

Com a ação, deverão ser cumpridos um mandado de prisão preventiva, quatro ordens de prisão temporária, sete de condução coercitiva e 23 instrumentos de busca e apreensão.

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Nessa ordem, inclui-se também a prisão preventiva do  ex-tesoureiro do PT, Paulo Alves Ferreira, que já havia sido detido desde o último dia 24 por outra fase, a Custo Brasil.

De acordo com o Ministério Público (MP), cinco empresas são acusadas de formação de cartel por conta dos editais de licitações publicados para obras no instituto de pesquisas da estatal, além de um centro de processamento de dados e de uma sede administrativa na cidade de Vitória, no estado do Espírito Santo. São elas: Carioca Engenharia, OAS, Schahin Engenharia, Construbase  e Construcap Engenharia, que juntas formavam um consórcio. Elas são investigadas pela formação de um preço único para as obras, com a finalidade de excluir outros concorrentes e de dividirem o lucro entre si. As suspeitas é de que tenha existido o pagamento de cerca de R$ 39 milhões em propinas para que outras pudessem desistir do certame e parte deste valor teria sido repassada ao PT, pelo ex-tesoureiro preso na operação.

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O valor total das obras chegou a R$ 850 milhões e foi formalizado em 2008 com  a Petrobras.

Além de pagarem propina para que outras empresas concorrentes pudessem desistir da negociação, mesmo com o preço bem mais abaixo do consórcio, a PF investiga o repasse de valores tanto a funcionários do Petrobras, quanto a pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo as investigações, os repasses teriam acontecido entre 2007 a 2012.

Na operação foram presos alguns diretores das empresas como Roberto Capobianco, da Construcap e Edson Coutinho da Schahin. Outros dois não foram encontrados e são considerados foragidos da Justiça. São eles: Genesio Schiavinatto e Erasto Silva, da Construtora Ferreira Guedes.