Foi preso nesta sexta-feira (1º) mais um suspeito de #Corrupção, o empresário Lúcio Bolonha Funaro. O momento é delicado para alguns parlamentares devido à quantidade de informações que Funaro promete revelar. O doleiro era um forte aliado do presidente afastado da Câmara dos Deputados, o pemedebista Eduardo Cunha, além de ter passe livre com a cúpula do PMDB.

Acusações contra Funaro

A acusação contra Lúcio diz respeito ao pacto direto com a corrupção. Seu escritório era uma espécie de 'lugar secreto' onde os contratos de receptação de vantagens indevidas (propinas) eram oficializados, permitindo assim toda a negociação ilícita quanto aos pagamentos aos parlamentares.

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Em virtude da eficiência da Lava Jato, o doleiro, receoso, achou por bem gravar vídeos com tudo o que foi realizado dentro de suas dependências, pois temia ser descoberto em uma das diligencias da Polícia Federal (PF).

As gravações, segundo Funaro, vão revolucionar o Congresso Nacional. Até o presidente do Senado Federal, Renan Calheiro, aparece nos vídeos, além, é claro, do seu cúmplice e aliado até então, Eduardo Cunha (#PMDB-RJ).

Outro elemento que fortaleceu a prisão do doleiro foi os desdobramentos do acordo de delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Fábio Cleto, que porventura declarou a participação de Cunha como o mentor responsável pelas cobranças das vantagens indevidas, inclusive das construtoras/empreiteiras. Tudo foi feito no mais absoluto sigilo.

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Os empreiteiros recebiam favorecimentos e facilidades por intermédio de contratos ilícitos regidos pela Caixa Econômica Federal, supervisionados pelo presidente da Câmara em conjunto com o doleiro.

Lúcio Funaro permanece preso no Complexo penitenciário de Curitiba, no Paraná, aguardando o desfecho da situação. Quanto a Renan Calheiros (PMDB-AL), atualmente já faz parte do rol de oito inquéritos da operação #Lava Jato. Mas nada comparável ao histórico de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi denunciado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, pelas omissões de contas no exterior e por não esclarecer a origem dos elevados valores depositados em seu nome.  A situação ainda tende a piorar, pois o deputado sofre um processo de cassação de mandato que tramita na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. Como se não bastasse, a sua esposa e filha também tiveram os nomes vinculados às suas contas, o que tornou possível colocar a jornalista Cláudia Cruz, sua mulher, como ré de um dos inquéritos da operação.