Em nota oficial, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, Paulo Ferreira, informou à PF que não recebeu dinheiro de forma ilegal referente ao Centro de Pesquisa da Petrobras. Ferreira alegou que entregou todo o valor para a madrinha da bateria da Escola de Samba Estado Maior de Restinga. Conforme informação de Paulo, todos os integrantes da escola eram seus cabos eleitorais na campanha que ocorreu em 2010.

Paulo foi preso há duas semanas, em outra missão realizada pela Policia Federal, chamada de Operação Custo Brasil, onde também será investigado por seu envolvimento com desvio de dinheiro no período de 2010 e 2015.

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Suas declarações ainda serão fundamentais para outra investigação que está sendo realizada, a Operação Abismo, que analisa o golpe da construção do Cenpes, que envolveu mais de R$ 1 bilhão.

Em depoimento, o advogado Alexandre Romano apresentou à Procuradoria todos os documentos relacionados a depósitos bancários que o ex-tesoureiro entregava para Viviane Rodrigues, a madrinha de bateria. No período de 2010 e 2012, supostamente, Viviane teria ganho cerca de R$ 61,7 mil.

A polícia acredita que a madrinha de bateria tenha recebido um tipo de mensalinho de Paulo Ferreira referente à trapaça nas obras de pesquisas do Cenpes que, provavelmente, contabiliza um valor de R$ 39 milhões na operação comercial.

Todos os papéis que Alexandre apresentou provam o envolvimento de Viviane, pois confirmam vários depósitos realizados em seu nome, que, conforme informações, se trata de uma grande amiga de Paulo Ferreira, juntamente com seus contatos de blocos de carnaval.

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Paulo Ferreira declarou que, ao se candidatar para reeleição, muitos se dispuseram a ajudá-lo em sua campanha, assim como algumas empresas também. Ferreira ainda explicou que Alexandre Romano ficou mais próximo dele e do PT para colaborar com sua campanha também. Paulo alega que acabou passando o nome de quatro empresas e que não tinha ideia de que elas faziam parte da Petrobras ou qualquer tipo de relação com a obra da Cenpes.

Ferreira foi questionado sobre os depósitos feitos para Viviane Rodrigues. Conforme alega, os pagamentos foram feitos a prestadores de serviço e cabos eleitorais, uma vez que a Escola o apoiou em sua candidatura. #Dilma Rousseff #Lava Jato #Corrupção