Os próximos capítulos da novela do presidente afastado da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prometem esquentar ainda mais o cenário político, haja vista as novas diligências do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, que autorizou a quebra do sigilo telefônico de Cunha.

Entenda o que está acontecendo

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) conseguiu fazer parte dos maiores espetáculos políticos ocorridos nos últimos tempos no país. A sua imagem vem sendo vinculada ao esquema de #Corrupção ocorrido dentro da Petrobras, que segue sob as investigações da Operação Lava Jato, em Curitiba (PR).

Além disso, sofre com a possibilidade da perda do mandato em decorrência das acusações de que ocultou informações na CPI da Petrobras.

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Segundo as alegações, Cunha teria titularidades em contas bancárias secretas no exterior. Ainda na mesma linha de investigação está a sua esposa, a jornalista Claudia Cruz, e a sua filha Danielle Cunha.  

Cunha sugeriu ao STF a possibilidade da quebra do seu sigilo telefônico, uma vez que alega inocência. Segundo ele, a única forma para alavancar a sua defesa é a evidência desses fatos.

Diante da especulação, nesta sexta-feira (1º) o STF, por intermédio do Ministro Teori, responsável pela relatoria do processo da Lava Jato, achou conveniente acolher o pedido de Eduardo Cunha, uma vez que a transparência das ligações será fator indispensável para a análise das dúvidas existentes.

Ainda com relação ao teor das alegações, Eduardo Cunha foi acusado de participação em todo o esquema de corrupção, inclusive no recebimento de vantagens indevidas (propinas) em troca de favorecimentos ilícitos, supostamente concedidos em decorrência do seu cargo.

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Segundo uma reportagem da revista "Veja", o próprio PMDB incentivou "a abertura do segredo sobre suas ligações para tentar provar que informações contidas no processo são inverídicas". O partido ainda argumentou que "a medida visa identificar a localização do deputado" nos horários e nas datas dos supostos pagamentos: "entre 19h e 21h no dia 18 de setembro de 2011". Desta forma ficaria provado que Cunha não teve contato com o delator Júlio Camargo.  #Lava Jato