Uma decisão inesperada foi tomada nessa quinta-feira (07), pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, em relação ao pedido dos advogados do ex-presidente, Luiz Inácio #Lula da Silva, na ação que pede a anulação dos grampos telefônicos autorizados pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela coordenação da Operação #Lava Jato em Curitiba. Lewandowski enviou um ofício a Moro, pedindo que o juiz dê informações sobre os atos que motivaram as divulgações das conversas telefônicas do ex-presidente petista.

Sérgio Moro agora terá que explicar, quais foram os fundamentos, que o levaram a decidir gravar e, posteriormente, divulgar em toda a grande mídia, as conversas de Lula com diversos dirigentes partidários, sindicais e também com políticos, inclusive com a presidente afastada, Dilma Rousseff.

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Assim que for notificado através de ofício, Moro terá o prazo de 48 horas para enviar as informações para o presidente do STF.

Defesa de Lula acusa Moro de ‘usurpação de competência’

Os advogados responsáveis em defender Lula nos processos, nos quais o ex-presidente é denunciado, alegaram que o juiz Sérgio Moro retirou o sigilo das gravações de forma indevida. Na linguagem jurídica, os advogados acusam Moro de ter feito “usurpação de competência”, uma vez que cabia somente ao STF autorizar as gravações e comandar investigações, já que alguns dos envolvidos nos diálogos usufruíam de foro privilegiado, como o ex-ministro da Casa Civil, Jaques Wagner.

Na última terça-feira, a assessoria da 13ª Vara Federal de Curitiba, informou à imprensa que Sérgio Moro iria se manifestar e dar explicações sobre as fundamentações que o levaram a autorizar e divulgar os grampos telefônicos somente “nos autos do processo”.

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A intenção de Moro era a de dar explicações somente nos processos que envolvem Lula. Mas, agora, com a decisão de Lewandowski, Moro terá que correr contra o tempo e apresentar explicações imediatas.

Lewandowski já havia anulado um dos áudios divulgados que envolviam Lula e Dilma Rousseff no mês passado, sendo que, a partir da anulação, o conteúdo gravações não poderá mais ser usado como provas nos autos que investigam o ex-presidente. #Justiça