O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowsky, deixará a Presidência da Corte em setembro e decidiu não se aposentar. O motivo é que o juiz não quer que o presidente interino Michel Temer nomeie um ministro para o STF.

Será que Lewandoswky está com medo de Temer atender políticos próximos que querem Sérgio Moro no Supremo? Isso ainda é uma incógnita, resta aguardar para ver se Lewandowsky não quer se aposentar porque gosta de trabalhar e precisa ou porque tem medo de enfrentar problemas com Sérgio Moro.

A semana passada Sérgio Moro respondeu a um pedido feito por Lewandowsky em relação aos grampos gravados entre Lula e Dilma e o clima entre os dois, aparenta não ser dos melhores.

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Irritação

Lewandowsky está muito irritado com Temer, devido não ter ocorrido um aumento salarial do Judiciário.

O ministro Geddel Vieria Lima, da secretaria de governo, espera que o STF compreenda essa decisão do governo em vetar o aumento salarial devido a situação crítica do país. O governo decidiu não apoiar o reajuste do salário dos ministros porque causaria muitos gastos aos cofres públicos, disse Geddel.

O projeto que foi aprovado pela Câmara e que passaria pelo Senado, tinha pretensão de aumentar o salário dos ministros de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,00. O efeito cascata que giraria em todo o Judiciário traria despesas de R$ 6,9 bilhões até 2019. Em relação ao reajuste dos servidores do Judiciário, o governo decidiu manter sob o argumento de que eles estavam sem aumento há 9 anos.

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Carmen Lúcia

Com a saída de Ricardo Lewandowsky da Presidência do Supremo, em setembro, a ministra Carmen Lúcia Rocha entra em seu lugar e o trabalho dela mostra, através de dados, que as juízas são mais críticas e mais determinadas que os Juízes. Carmen Lúcia disse algumas frases que podem ser determinantes para o posto de Presidente do Supremo, quando votou a favor da prisão do ex-senador Delcídio Amaral. Carmen disse que o crime jamais vencerá a Justiça. "A impunidade e a corrupção não dobrarão os juízes e as juízas do Brasil e não acabarão com a esperança dos brasileiros", comentou a ministra. #É Manchete! #Crise no Brasil #Dentro da política