Mesmo com uma série de problemas envolvendo investigações da Operação Lava Jato em seus calcanhares, o ex-presidente #Lula encontra tempo para articular nos bastidores de Brasília. Sua última grande tentativa de mobilizar aliados foi a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Lula acabou frustrado com o resultado final, levantando algumas dúvidas sobre o tamanho de sua influência para com os parlamentares atualmente depois de tanto desgaste. Dessa vez, o petista aponta suas armas contra #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e prepara uma aliança com o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA).

O objetivo em comum de Lula e Maranhão é o de não permitir que Eduardo Cunha eleja seu sucessor na presidência da Câmara, segundo coluna Painel da Folha de S.

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Paulo. Apesar de todos os problemas, e estando há dias de ser cassado, o presidente afastado da Casa Legislativa possui forte influência em alguns setores da Câmara - e até do o Planalto. 

O famoso Centrão, principal área de influência de Cunha, quer colocar um de seus integrantes na presidência da Casa. Um nome bem quisto dentro do grupo é do deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que já presidiu a Comissão Especial do Impeachment na Câmara. 

A Folha de S. Paulo divulgou na última semana uma matéria em que apresenta um plano que está sendo costurado por Eduardo Cunha e pelo Planalto que pode acabar por salvar a pele do deputado peemedebista. Segundo o jornal, Cunha aceitaria renunciar a presidência da Câmara se o Planalto conseguisse fechar questão com alguns partidos que não estão propensos a apoiar um nome chancelado por ele.

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A articulação até caminhou, com uma contraproposta por parte das siglas em que pedem que o Planalto e o PMDB apoiem um candidato indicado por esse grupo nas eleições de 2017.

Por outro lado, parte do Planalto prefere se desvincular por completo de Cunha e apoiar um candidato da base aliada de Temer.

Tese rechaçada

Parte da bancada que fazia oposição ao governo Dilma - PSDB, PSB e PPS - e que apoia o governo Temer, não está disposta a entrar em acordo com Eduardo Cunha. 

O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), afirmou com todas as letras que "apenas o afastamento não é suficiente. Ele precisa ser cassado". #Dentro da política