Mais um capítulo foi escrito hoje na “batalha dos tribunais” travada entre o ex-presidente, Luiz Inácio #Lula da Silva, e o juiz federal, responsável pelo comando das investigações da Operação Lava Jato, Sérgio Moro. Dessa vez, quem se manifestou foi o petista, através de petição apresentada a Comissão de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas). Os advogados pedem que a comissão internacional investigue o juiz de Curitiba sobre suas atitudes e decisões, que, segundo os advogados, são “abusos de poder”. A petição foi anunciada nessa quinta-feira (28), em Londres. Os advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira contaram com o auxílio de um advogado no exterior, Geoffrey Robertson, inglês que viajou com os brasileiros até Genebra para que fosse apresentada a petição.

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A intenção dos advogados, é tentar enquadrar Sérgio Moro nos artigos que versam sobre o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.

Os advogados alegam que Lula é uma “vítima” de um sistema arbitrário e que a presunção de inocência do ex-presidente foi violada.

“Lula não consegue ter justiça sob o sistema judicial inquisitório do Brasil”. Disse o advogado de Lula, o inglês Geoffrey Robertson. O advogado também questiona o sistema judicial brasileiro no qual, um juiz encarregado de investigar também pode julgar a pessoa que investigou. O advogado também questionou a capacidade do juiz, de julgar seu investigado, se é culpado ou inocente, sem a participação de jurados.

Advogados dizem que há uma clara falta de imparcialidade nos autos

Os advogados de Lula fizeram mais acusações graves, contra a forma com que Sérgio Moro, vem conduzindo as investigações da Operação #Lava Jato.

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Os advogados relataram na petição, que Moro é “claramente imparcial” em seus questionamentos e que todas as ações do magistrado, são “enviesadas”. Por esses motivos, os advogados acreditam que Moro é incapaz, e não possui a mínima condição de julgar ou prender o ex-chefe de estado.

Essa é a segunda vez que os advogados, tentam pedir a transferência do processo para outro tribunal. Em julho, eles fizeram o mesmo pedido, alegando a imparcialidade do juiz. #Sergio Moro