Logo após a votação que aprovou a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, naquele circo do dia 17 de abril na Câmara, a imprensa internacional começou a prestar atenção com mais afinco no que estava ocorrendo no Brasil.

Em muitos jornais conceituados como The New York Times, The Guardian, entre outros, o processo de impedimento foi criticado. A avaliação negativa das últimas ações contra a petista não ficaram restritos à mídia mundial. Políticos de outros países também se manifestaram, como os senadores franceses que publicaram um artigo no Le Monde.

Tapetão

Para os 28 senadores que assinaram o manifesto, o #Impeachment não passou de “golpe parlamentar” cometido por aqueles que tiveram seu plano de governo derrotado nas urnas e que visa puramente desmontar as conquistas dos últimos 13 anos da “esquerda” no poder, responsável por ter tirado 40 milhões da pobreza, com programas sociais como o "Bolsa Família", "Minha Casa, Minha Vida" e "Mais Médicos".

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A prova para os parlamentares de que o processo foi puramente político está nas gravações que vieram a público nos últimos tempos, do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que gravou conversas com políticos, como Renan Calheiros e José Sarney, e dentre os assuntos, estava em pauta o afastamento de Dilma. Nas conversas a questão aparente passar longe das pedaladas, parecendo só política mesmo.

Governo Temer

Os estadistas da França ainda destacaram que #Dilma Rousseff não estava envolvida nos casos de corrupção no Brasil, ao contrário de membros do governo de Temer que tinha sete ministros implicados em atos ilícitos, inclusive na operação Lava Jato. Até o momento, três já caíram, como no caso de Romero Jucá, do Planejamento, Henrique Alves, do Turismo, e Fabiano Silveira, da Transparência.

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No texto, ainda ressaltaram a composição ministerial do interino sem negros, sem mulheres e com Alexandre de Morais, ex-advogado do PCC, agora como ministro da Justiça.

Crítica à mídia brasileira

Para os assinantes do manifesto, a mídia tradicional brasileira, que hoje condena o golpe de 1964, foi amplamente beneficiada pelo mesmo, e agora em 2016 fez “campanha” aberta pelo impeachment em nome de interesses corporativos. O grupo ressalta a luta pela democracia e as diversas manifestações Brasil pela insatisfação com o interino #Michel Temer, e pede ainda que o presidente da França, François Hollande, e a comunidade internacional condenem o golpe.